Notícia com publicação científica
Cortisol altera redes cerebrais para fortalecer memórias emocionais
Pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para compreender melhor o papel do cortisol na construção das memórias emocionais

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15 de dezembro de 2025, 11:21

Fonte

Meg Dalton, Universidade Yale

Publicação Original

Áreas

Biologia, Bioquímica, Endocrinologia, Epidemiologia, Estudo Clínico, Medicina, Metabolismo, Neurociências, Neurologia, Psiquiatria

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Resumo

Para compreender como o cortisol age separadamente nos circuitos cerebrais relacionados à emoção e à memória, pesquisadores realizaram um estudo randomizado e duplo-cego no qual os participantes tomaram um comprimido contendo hidrocortisona ou um placebo antes de visualizarem imagens enquanto eram submetidos a uma ressonância magnética funcional (fMRI).

Os pesquisadores descobriram que o cortisol não apenas ajuda as pessoas a se lembrarem de experiências emocionais, mas também aprimora a memória emocional, alterando as redes cerebrais dinâmicas associadas tanto à memória quanto à emoção.

Foco do Estudo

Analisar como o cortisol pode influenciar a formação de memórias emocionais.

Por que é importante?

Estudo

Formar memórias de experiências emocionais envolve diferentes processos no cérebro: primeiro, perceber uma experiência como emocional ou intensa e, segundo, codificar essa experiência na memória de longo prazo

Dra. Elizabeth Goldfarb, professora de Psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade Yale e autora sênior do estudo

Resultados

As respostas ao estresse são fundamentalmente adaptativas e podem ajudar a formar memórias fortes — mas isso é específico para experiências que consideramos emocionalmente intensas ou significativas. Isso está relacionado, em parte, ao aumento do engajamento das redes cerebrais que rastreiam a intensidade emocional. Portanto, se você estiver estressado e tentando aprender algo novo, pode ser útil pensar em elementos estimulantes ou sentimentos fortes associados ao que está aprendendo

Dra. Elizabeth Goldfarb, professora de Psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade Yale e autora sênior do estudo

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora de Psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade Yale

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