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Instituto de Ciência de Tóquio
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Resumo
Um novo estudo apresentou materiais inovadores e sustentáveis à base de carbono que podem impulsionar o desenvolvimento de futuras tecnologias de purificação sustentáveis para resolver problemas ambientais críticos e persistentes.
Cientistas usaram os novos materiais com sucesso para remover com sucesso substâncias perfluoroalquil e polifluoroalquil (PFAS) – os chamados produtos químicos eternos – da água.
A nova substância adsorvente pode reter as substâncias químicas sintéticas em sua superfície, trabalhando em conjunto com um novo método de destilação por membrana para purificar água contaminada com PFAS.
A família de milhares de substâncias químicas sintéticas constituída pelas substâncias perfluoroalquil e polifluoroalquil (PFAS) está presente em vários produtos usados no dia a dia, e tem ganhado destaque pela alta resistência ao calor, óleo, graxa e água, devido às fortes ligações químicas entre os átomos.
No entanto, a principal desvantagem de sua resistência excepcional é que os PFAS são altamente persistentes no ambiente, ganhando o apelido de ‘substâncias químicas eternos’ devido à sua estabilidade e dificuldade extrema de degradação.
O uso de PFAS foi proibido por convenções internacionais devido aos seus efeitos nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. Embora publicações científicas recentes indiquem que solos e rios estejam contaminados com PFAS, há uma falta de tecnologias eficazes e sustentáveis para remover essas substâncias da água.
Mas em um novo estudo publicado recentemente no 23º Simpósio Internacional sobre Processamento e Design de Ecomateriais, realizado em Tóquio, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Ciência de Tóquio (Science Tóquio), no Japão, decidiu usar materiais à base de carbono para remover PFAS da água.
A equipe de pesquisa foi liderada pelo Dr. Toshihiro Isobe, professor de Ciência dos Materiais, e pelo Dr. Manabu Fujii, professor de Engenharia Civil e Ambiental, ambos do Instituto de Ciência de Tóquio.
Os pesquisadores sintetizaram uma nova substância adsorvente que pode reter produtos químicos em sua superfície e desenvolveu um método de destilação por membrana para purificar água contaminada com PFAS.
Ao utilizar lignina e glicose como fontes de carbono, nosso grupo de pesquisa empregou materiais sustentáveis para o desenvolvimento de tecnologias de remoção de PFAS. Além disso, o método MD usado em nosso estudo, combinando destilação e separação por membrana, oferece uma estratégia inovadora para remover PFAS da água
A ideia usada pelos cientistas foi aproveitar a diferença nos pontos de ebulição entre água e PFAS para purificar água contaminada com PFAS usando um método novo de destilação por membrana. A membrana de separação hidrofóbica (sem afinidade pela água) e porosa à base de carbono rejeitou efetivamente o PFAS, permitindo a passagem apenas do vapor d’água.
A análise experimental mostrou que a água contaminada simulada, contendo ácido perfluorooctanossulfônico (PFOS) em uma concentração de cerca de 500 ng/L, ficou com uma concentração de cerca de 3 ng/L após o tratamento com o método de destilação por membrana, valor aceitável para padrões ambientais globais.
“Atualmente, a evaporação da água contaminada com PFAS simulada é obtida usando aquecedores e depende de bombas de vácuo para aumentar o fluxo de vapor d’água. No entanto, no futuro, pretendemos mudar para um método de aquecimento solar para desenvolver um sistema sem eletricidade que não dependa de aquecedores”, explicou o professor Toshihiro Isobe.
Além de desenvolver o novo método de destilação por membrana para purificar água contaminada com PFAS, a equipe de pesquisa conduziu uma série de experimentos envolvendo adsorventes derivados de lignina. Eles descobriram que quantidades mínimas de carvão ativado (tratado com cloreto de zinco na proporção de 1:3) poderiam remover até 99% do PFAS em 10 minutos.
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Acesse a notícia original completa na página do Instituto de Ciência de Tóquio (em inglês).
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