Leitura rápida

aslysun via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e da Universidade de Washington, nos EUA, revelou que o Transtorno Depressivo Maior apresenta flutuações durante e após a gravidez, mas atinge um pico duas semanas após o parto.
Em um estudo com grande abrangência, os cientistas analisaram dados de 780 estudos, coletados de mais de 2 milhões de mulheres e meninas em 90 países ao redor do mundo.
Segundo a Dra. Alize Ferrari, professora da Escola de Saúde Pública da Universidade de Queensland e primeira autora do estudo, foi considerado o período desde a concepção até 12 meses após o parto para compreender como a prevalência da depressão maior varia.
A professora destacou que a depressão maior afeta cerca de 4,3% das mulheres e meninas na população em geral, mas que o estudo descobriu que a prevalência foi de 6,2% durante a gravidez e de 6,8% nos 12 meses após o parto.
O estudo também identificou diferença na prevalência do transtorno entre regiões mais pobres, com maior prevalência, e regiões de alta renda. Segundo o Dr. Paul Miller, pesquisador de Saúde Mental da Universidade de Queensland e coautor do estudo, a forma como as famílias, as comunidades em geral e os sistemas de saúde apoiam mulheres e meninas durante a gravidez e nos meses subsequentes varia de país para país, e isso influencia sua saúde mental.
De acordo com os pesquisadores, os resultados mostraram a necessidade de maior rastreio, prevenção e tratamento precoce do transtorno depressivo maior durante a gravidez e o período pós-parto.
A pesquisa foi publicada na revista científica The Lancet Psychiatry.
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Publicidade
Outros avanços

Imperial College de Londres


