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Um grupo de cientistas liderado por dois professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um pesquisa com foco no monitoramento e controle da proliferação de uma espécie exótica de coral na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio Arvoredo).
O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Coral-Sol na Rebio Arvoredo e Entorno (PACS Arvoredo) proporcionou o desenvolvimento de técnicas e ferramentas de manejo do coral-sol (Tubastraea coccinea), espécie invasora que pode prejudicar a biodiversidade de ecossistemas marinhos no Brasil.
Atualmente, o grupo está elaborando um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação (UC) federais que enfrentam o problema de espécies invasoras de coral.
A reserva biológica marinha do Arvoredo, localizada entre Florianópolis e Bombinhas (SC), abrange uma área de 17.600 de hectares de superfície e abriga as Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta e Calhau de São Pedro, áreas marinhas biodiversas, com espécies ameaçadas, remanescentes de Mata Atlântica e sítios arqueológicos. A reserva é fundamental para a reprodução de peixes e a manutenção dos estoques pesqueiros.
Na Rebio Arvoredo, essa ameaça é mais preocupante. “A unidade de conservação abriga ecossistemas únicos, como os recifes submarinos, além de uma diversidade biológica que sustenta elevada produtividade pesqueira no entorno. Qualquer desequilíbrio nesse sistema pode gerar impactos ambientais e socioeconômicos significativos”, afirma a Dra. Bárbara Segal, pesquisadora do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, coordenadora da pesquisa juntamente com o Dr. Andrea Piga, professor do Departamento de Engenharia da Mobilidade do CTC Joinville da UFSC.
Na Rebio Arvoredo, as primeiras ocorrências do coral-sol foram constatadas em 2012. Ao dominar o ambiente recifal, o coral-sol reduz o espaço disponível para espécies nativas, alterando a estrutura dos ecossistemas e causando perda de biodiversidade marinha brasileira, explicou a professora Bárbara.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2025. Em 140 horas de monitoramento (114 mergulhos), foram percorridos 65 quilômetros de costões rochosos. Com isso, os pesquisadores fizeram um levantamento de como está a proliferação do coral-sol na área da Rebio Arvoredo. Foi constatado que o coral-sol aparece em maior abundância na Ilha do Arvoredo e em uma área de naufrágio da Ilha da Galé.
A partir desses resultados, os pesquisadores e profissionais envolvidos começaram o trabalho de controle da propagação do coral-sol. Foram desenvolvidos e aperfeiçoados equipamentos para realizar a remoção mecânica dos espécimes, tais como marteletes pneumáticos e elétricos, escova elétrica, pistolas injetoras, disparadores de ar comprimido e dispositivo para aplicação de luz ultravioleta. Com essas técnicas e ferramentas, os pesquisadores conseguem controlar a reprodução e regeneração dos corais.
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