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Paciente em sessão de hemodiálise tradicional
Por Redação SciAdvances
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Pacientes com doença renal crônica em estágio avançado e que esperam na fila de transplante de rim frequentemente precisam se submeter à hemodiálise: em sessões que duram de 3 a 5 horas em clínicas ou hospitais, até três vezes por semana, o sangue circula pela máquina de diálise para controlar líquidos, resíduos e toxinas, mimetizando a função renal comprometida.
Devido à extrema complexidade biológica, fisiológica e funcional dos rins, não é fácil desenvolver um dispositivo artificial que substitua suas funções. As máquinas de hemodiálise realizam parcialmente bem essa tarefa, mas ainda com limitações associadas à filtração intermitente, dificuldade de remoção de algumas moléculas e eventual criação de instabilidade hemodinâmica, além de não conseguirem substituir as funções endócrinas do órgão.
De qualquer modo, uma limitação importante para o paciente é a necessidade de ficar imóvel enquanto o sistema atua. São até 15 horas por semana em que o paciente fica ‘preso’ pela necessidade de estar próximo ao equipamento.
Uma tecnologia de rim artificial que possibilitasse filtração contínua e mobilidade melhoraria significativamente a qualidade de vida do paciente.
Startup obtém designação da agência FDA para novo rim artificial
Nos EUA, a startup Nephrodite, incubada no Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Avançadas do Instituto de Tecnologia da Geórgia (Georgia Tech), obteve recentemente a designação de ‘Dispositivo Inovador’ da agência regulatória Food and Drug Administration (FDA) para sua tecnologia de rim artificial contínuo.
A distinção concedida pela FDA mostra que a tecnologia tem potencial real para melhorar os resultados dos pacientes e deve receber atenção prioritária da agência, além de facilitar aprovações para iniciar testes em humanos.
Avanço: nova tecnologia de rim artificial contínuo implantável pode fazer a diferença na qualidade de vida
A tecnologia desenvolvida pela Nephrodite tem foco na melhoria da qualidade de vida dos pacientes: os pesquisadores entrevistaram pessoas em diálise, que destacaram os problemas com a mobilidade e dependência do equipamento, além do sistema de acesso ao sangue, que pode causar dor, desconforto, infecções e até desfiguração do braço devido a dilatações vasculares e cicatrizes.
Então, a startup trabalhou no desenvolvimento de um filtro implantado cirurgicamente na região pélvica.
Mais mobilidade, menor risco de infecções
O Dr. Nikhil Shah, CEO e um dos cofundadores da Nephrodite, explicou que o dispositivo foi projetado para funcionar continuamente, conectado a vasos sanguíneos maiores na pelve para evitar falhas de enxertos no braço.
O dispositivo possui sensores integrados, com dados enviados para a nuvem, o que permite que as equipes médicas monitorem seus pacientes remotamente, liberando-os de visitas frequentes à clínica ou hospital.
O Dr. Nikhil Shah destacou que o dispositivo da Nephrodite pode restaurar a independência diária, além de potencialmente reduzir o risco de infecções.
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Acesse a página da startup Nephrodite (em inglês).
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