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Alertas na forma de 'lupa', localizados na parte da frente de produtos alimentícios embalados
Por Redação SciAdvances
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Um estudo publicado na revista científica Food Research International e conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) investigou como a nova rotulagem nutricional frontal – a ‘lupa’ que identifica produtos com muito açúcar adicionado, gordura saturada e sódio – interfere na intenção de compra de alimentos no Brasil.
Os resultados apontam que os alertas não afetam todos os consumidores da mesma forma e também não têm o mesmo impacto para todos os tipos de produto.
Os pesquisadores analisaram respostas de 370 adultos brasileiros, que avaliaram diferentes versões dos rótulos de alimentos muito consumidos no dia a dia, como pão, iogurte e chocolate.
Entre os consumidores participantes do estudo, foram identificados três perfis diferentes: os ‘leitores práticos’, os ‘leitores detalhistas’ e os ‘leitores moderados’.
Entre os extremos que olham basicamente a marca (os leitores práticos) e os que analisam profundamente o que está escrito na embalagem (os leitores detalhistas), os leitores moderados observam algo do que está escrito, mas sem entrar em detalhes.
Os pesquisadores destacaram que a nova rotulagem nutricional nos produtos alimentícios causou mais mudanças na decisão de compra nos leitores moderados, que passaram a observar os alertas.
A pesquisa também indicou que os alertas da nova rotulagem tiveram efeito muito pequeno na decisão de compra de produtos consumidos por desejo ou prazer, como no caso de chocolates, por exemplo.
Por outro lado, destaques positivos nas embalagens – como ‘produto rico em fibras’, por exemplo – amenizaram o impacto dos alertas sobre a decisão de compra.
Os pesquisadores destacaram que o avanço na exposição dos alertas sobre a composição nutricional dos produtos nas embalagens pode ficar mascarado pela coexistência de ‘destaques positivos’ nas embalagens, o que pode enfraquecer a mensagem final passada ao consumidor.
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