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Por Redação SciAdvances
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Na fisiologia humana, a geração de trabalho mecânico (força e deslocamento) pelos músculos é controlada pelo processo bioquímico que envolve a actomiosina – um complexo proteico formado pela união de actina e miosina e que funciona como maquinaria molecular que sustenta a contração muscular.
Agora, em um novo estudo publicado na revista científica Journal of Royal Society Interface, pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, mostraram que redes de motores mecânicos simples podem replicar as principais características da actomiosina.
Na pesquisa, os cientistas criaram um sistema simplificado no qual os motores interagem apenas por meio de breves contatos mecânicos em uma disposição que tenta mimetizar a configuração da actomiosina.
Então, eles observaram que o dispositivo foi capaz de se auto-organizar quando a carga mecânica aplicada aumentava, como acontece de modo adaptativo nos músculos.
As descobertas sugerem que uma coordenação semelhante à ação muscular pode surgir não apenas de processos bioquímicos, mas também da arquitetura física de um sistema eletromecânico.
Os pesquisadores destacaram que os resultados podem influenciar pesquisas futuras tanto em biologia quanto em engenharia. Na robótica flexível, esses princípios podem ajudar engenheiros a projetar músculos artificiais adaptáveis que se organizam naturalmente, em vez de dependerem de sistemas de controle complexos.
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