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Resumo
O solo escavado em obras geralmente acaba em aterros sanitários, mas possui um grande potencial.
Recentemente, pesquisadoras da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, mostraram como o solo escavado pode ser enriquecido com resíduos orgânicos para que possa ser reutilizado. Ajustando a mistura, as propriedades específicas podem ser adaptadas a cada uso – como espaços verdes férteis ou para a proteção de águas subterrâneas. O ‘novo’ solo, agora enriquecido e com novas propriedades, é chamado de ‘solo construído’.
No estudo, as pesquisadoras caracterizaram diferentes solos construídos a partir de resíduos orgânicos urbanos e identificaram seu potencial no planejamento paisagístico urbano.
A equipe de pesquisa coletou amostras de solo escavadas em canteiros de obras em Munique e Augsburg e as misturou com compostos e resíduos orgânicos, como o biochar.
Os solos construídos apresentaram melhorias em diversos indicadores de funcionalidade do solo, tornando-se mais férteis, com teor de nitrogênio até quatro vezes maior e maior acúmulo de carbono. Além disso, eles podem auxiliar na proteção das águas subterrâneas, pois conseguem imobilizar até 90% dos poluentes, como metais pesados.
“Reutilizar tanto o solo quanto os resíduos é uma situação vantajosa para todos: evitamos que o lixo vá para aterros sanitários e podemos criar solo como base para diversos fins em espaços urbanos”, explicou a Dra. Lauren Porter, pesquisadora da TUM e primeira autora da publicação.
Nadja Berger, doutoranda na TUM, já testou os solos construídos como substratos para plantas em estufas. Os resultados mostraram que plantas de áreas úmidas prosperam nesses solos e podem resistir a diversos fatores de estresse, como calor, inundações e poluentes.
Além da circularidade, os solos construídos oferecem um benefício adicional crucial: podem ser personalizados para cada caso de uso específico. Por exemplo, se o solo for usado em áreas verdes onde as plantas devem prosperar, o aumento da fertilidade pode ser priorizado.
Com base na caracterização apresentada pelas pesquisadoras, os profissionais podem construir os solos para atingir as funções desejadas, usando mais biochar ou composto, dependendo da área de aplicação.
O estudo, liderado pela Dra. Monika Egerer e pela Dra. Ingrid Kögel-Knabner, professoras da TUM, foi publicado na revista científica Nature Cities. Também fizeram parte do estudo as pesquisadoras Franziska Bucka e Natalie Páez-Curtidor.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Acesse a revista científica Nature Cities (em inglês).
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Acesse a notícia original completa na página da Universidade Técnica de Munique (em inglês).


