Com publicação científica

Novas perspectivas para a biotecnologia
Proteínas com capacidade quântica podem expandir as fronteiras da biotecnologia
Pesquisadores desenvolveram biomoléculas chamadas ‘proteínas fluorescentes magnetossensíveis’

Vink Fan via Shutterstock

Emaranhamento quântico em ilustração 3D

Por Redação SciAdvances

26 de janeiro de 2026, 18:44

Fonte

Áreas

Bioengenharia, Biofísica, Biomedicina, Biotecnologia, Entrega de Medicamentos, Física Médica, Microbiologia, Proteômica, Radioterapia

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Novas perspectivas para a biotecnologia

Campos magnéticos podem modificar a estrutura tridimensional, a estabilidade e a atividade funcional das proteínas, além de permitir novas formas de diagnóstico e tratamento.

Tratada por pesquisas na fronteira do conhecimento, a interação de proteínas com campos magnéticos não é nada trivial. Nos últimos anos, cientistas têm tentado avançar nesta área com a integração de equipes multidisciplinares de pesquisa.

Esses esforços podem viabilizar um salto enorme em termos de várias ciências, como a bioengenharia e a biotecnologia.

Avanço: mecânica quântica pode viabilizar a interação de proteínas com campos magnéticos e ondas de rádio

Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, lideraram um estudo que demonstrou ser possível criar um processo mecânico quântico dentro de proteínas. É a primeira vez que efeitos quânticos foram projetados para criar uma nova família de tecnologias.

Estudo multidisciplinar

Juntando conhecimentos em Engenharia Biológica, Física Quântica e Inteligência Artificial em uma abordagem multidisciplinar, os pesquisadores conseguiram criar uma nova classe de biomoléculas chamadas ‘proteínas fluorescentes magnetossensíveis’.

Essas biomoléculas podem interagir com campos magnéticos e ondas de rádio devido às interações mecânicas quânticas em seu interior, que acontecem quando a proteína é exposta à luz com um determinado comprimento de onda.

Evolução dirigida

No desenvolvimento, os pesquisadores usaram a técnica chamada ‘evolução dirigida’, começando por introduzir mutações aleatórias na sequência de DNA que codifica cada proteína e criando milhares de variantes com propriedades alteradas.

Então, as variantes de melhor desempenho são selecionadas e o processo é repetido até as proteínas apresentarem uma sensibilidade drasticamente melhorada aos campos magnéticos.

Essa nova tecnologia pode abrir caminho para uma nova classe de tecnologias biológicas baseadas na mecânica quântica.

Pesquisa internacional

Gabriel Abrahams, doutorando na Universidade de Oxford, é o primeiro autor do estudo, enquanto o Dr. Harrison Steel, professor de Engenharia de Oxford, é o autor sênior da pesquisa.

Além de cientistas de Oxford, também participaram do estudo pesquisadores da Universidade Aarhus, na Dinamarca; Universidade RMIT, na Austrália; da Universidade Sungkyunkwan, na Coreia do Sul, e da empresa Calico Life Sciences.

O estudo foi publicado na revista científica Nature.

Novos paradigmas para a Biomedicina e a Biologia

Autores/Pesquisadores Citados

Doutorando na Universidade de Oxford
Professor de Engenharia da Universidade de Oxford

Publicação

Outros avanços

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