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NIAID/NIH via Wikimedia Commons
Micrografia eletrônica de varredura colorizada de um linfócito T
Por Redação SciAdvances
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Um estudo liderado por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) identificou um mecanismo envolvido na sobrevivência e função de células do sistema imunológico, revelando como os linfócitos T preservam seu material genético mesmo sob condições extremas de estresse oxidativo, estado que normalmente causaria danos severos ao DNA.
As chamadas células Th17 – formadas pelos linfócitos T quando há ameaça de microrganismos invasores – são fundamentais na defesa contra bactérias e fungos, especialmente em superfícies como intestino e pele.
Tanto no combate a infecções quanto no contexto de doenças autoimunes, as células Th17 passam por um processo de multiplicação acelerada. Como consequência, acumulam danos causados por radicais livres (o estresse oxidativo).
Segundo o Dr. Jefferson Antônio Leite, pesquisador do ICB-USP à época da pesquisa e primeiro autor do estudo, a pesquisa mostrou que as células Th17 utilizam uma proteína chamada XPC, que atua diretamente no reparo de lesões no genoma, para controlar esse estresse oxidativo. Quando as células não têm a proteína XPC, elas acumulam danos ao DNA e não conseguem se tornar células Th17 funcionais.
A descoberta traz um avanço na compreensão sobre o funcionamento do sistema imunológico e abre novas frentes de pesquisa para o estudo de doenças autoimunes, doenças infecciosas e câncer.
Os resultados foram publicados na revista científica Nature Communications.
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Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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