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Resumo
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual do Ceará (UECE) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram a primeira unidade industrial para produção de biocarvão a partir da casca do coco verde.
A ação faz parte da agenda estratégica de transição energética da Energia Pecém, usina termoelétrica localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará.
A iniciativa busca soluções que combinem desempenho térmico, viabilidade operacional e redução de emissões de carbono. Serão investidos R$ 2,7 milhões no projeto, que terá duração de 24 meses.
O Dr. Francisco de Assis da Silva Mota, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), atuou na etapa de engenharia básica e detalhada da Unidade Piloto de Pirólise e Torrefação de Biomassa, que será utilizada para processar grandes volumes de casca de coco e avaliar os parâmetros críticos de operação: temperatura, tempo de residência, granulometria, rendimento e qualidade do biocarvão produzido.
Quanto maior o percentual de biocarvão, maior o potencial de redução nas emissões, já que parte do carbono emitido é de origem biogênica e, portanto, neutro, do ponto de vista climático. Um dos principais resultados esperados é a definição da composição ideal, capaz de maximizar a redução de emissões sem comprometer o desempenho energético das caldeiras da Energia Pecém.
Outro impacto positivo é o aproveitamento do resíduo do coco, reduzindo a destinação inadequada do material. Para produzir um quilo do biocarvão, são necessários 8,5 kg de coco encontrado na natureza, resíduo abundante no litoral do Ceará, sendo gerado por comércios, fábricas de água de coco e em centros urbanos.
De acordo com o professor Francisco Mota, o projeto é fundamental para um maior aproveitamento energético e redução de impactos ambientais: “Trata-se de uma iniciativa que engloba o desenvolvimento de um processo produtivo e de uma nova tecnologia que envolve a utilização do coco da praia para produzir um biocarvão que substituirá, em parte, o carvão mineral”.
A unidade possui o potencial de gerar novos empregos e promover a economia circular, além de incentivar o desenvolvimento tecnológico e ambiental no território nacional.
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