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Torres de resfriamento de ar
Por Redação SciAdvances
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Iniciado recentemente, o chamado projeto MicroSafe – uma parceria entre pesquisadores do Brasil e dos Países Baixos – vai investigar os efeitos da proliferação de patógenos em sistemas que utilizam água e seus efeitos sobre a saúde pública, principalmente durante períodos de calor extremo, associados às mudanças climáticas.
Quando as temperaturas aumentam muito, patógenos – como a bactéria Legionella pneumophila – podem ter crescimento acelerado em equipamentos como torres de resfriamento e sistemas de irrigação, devido à formação de biofilme facilitada pela temperatura da água.
Quando esses sistemas estão contaminados, a disseminação dos patógenos para o ambiente próximo pode ser crítica, principalmente pela formação de aerossóis ao ar livre.
A ideia é que os riscos sejam identificados o mais precocemente possível para que ações preventivas possam ser tomadas com mais eficácia.
Os pesquisadores pretendem desenvolver sistemas de alerta precoce e estratégias de tratamento aprimoradas, a partir do monitoramento das flutuações de patógenos e identificação das assinaturas microbianas que precedem a proliferação dos microrganismos.
Nos Países Baixos, o Dr. Emile Sylvestre, pesquisador da Universidade Técnica de Delft, é o líder do projeto. Já no Brasil, o projeto está sediado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), sob a coordenação da Dra. Maria Ines Zanoli Sato, pesquisadora da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), e da Dra. Patricia Severino, pesquisadora do Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.
No Brasil, este é um projeto temático financiado pela Fundação de Amparo à pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), com duração prevista até 2030.
Autores/Pesquisadores Citados
Mais Informações
Acesse o projeto temático MicroSafe na página da FAPESP.



