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Iryna Inshyna via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
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Pesquisadores do Centro Universitário FEI e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram um recurso de inteligência artificial (IA) capaz de identificar o nível de dor de recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) com alta precisão.
A tecnologia usa grandes modelos de linguagem e visão para interpretar expressões faciais dos bebês com menos subjetividade.
A Dra. Ruth Guinsburg, professora de pediatria neonatal da Unifesp e coordenadora-geral da UTI Neonatal do Hospital São Paulo, explicou que um recém-nascido internado em uma UTI neonatal pode ser submetido a até 13 procedimentos dolorosos por dia, incluindo punções, inserção de cateteres, cirurgias e intubações. Neste cenário, compreender a reação do bebê à condição de dor é fundamental.
A professora destacou que a nova ferramenta pode ajudar a melhorar as decisões clínicas, em relação às escalas de dor usadas atualmente na medicina intensiva pediátrica, que são significativamente subjetivas.
O estudo, publicado na revista científica Pediatric Research, demonstrou que o novo sistema de IA tem um desempenho melhor do que técnicas tradicionais de aprendizado profundo na identificação de estados de dor e conforto, potencialmente com boa aplicabilidade clínica.
Os pesquisadores esperam que, no futuro, novos desenvolvimentos da ferramenta viabilizem seu uso em um equipamento de monitoramento em tempo real da dor ao lado do leito.
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Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).



