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Resumo
Pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma nova ferramenta para reduzir o desperdício de alimentos e melhorar a segurança alimentar global, em parceria com uma equipe da CSIRO, a Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth.
Diariamente, toneladas de resíduos agroalimentares ricos em nutrientes são geradas, incluindo colheitas danificadas, apodrecidas ou não colhidas. Esses resíduos podem ser fermentados, por exemplo, com leveduras, transformando-se em proteína sustentável de alta qualidade, que pode ser usada como ingrediente em produtos alimentícios convencionais ou para produzir alternativas à carne e aos laticínios. O processo de reciclagem contribui para a bioeconomia circular.
Mas esse tipo de fermentação é complexo, devido à grande variabilidade dos resíduos. Para projetar a fermentação ideal e os processos subsequentes, muitas decisões precisam ser tomadas, o que demanda tempo e custos elevados. Isso faz com que a proteína reciclada seja mais cara do que os materiais não reciclados, dificultando sua adoção pelo setor alimentício.
Mas agora os cientistas estão enfrentando esse problema com a ajuda da inteligência artificial (IA), com o objetivo de construir uma ferramenta que possa ser usada para calcular o conjunto ideal de condições de fermentação para produzir proteína microbiana ao menor custo possível.
A nova ferramenta fornecerá informações práticas sobre o tipo de levedura, fermentador e condições ideais de processo a serem utilizadas, o que ajudará a indústria a desenvolver proteínas personalizadas para suas necessidades, de forma mais rápida e fácil. Essa solução ajudará a indústria a criar proteína microbiana a um custo comparável ao de materiais não reciclados.
O Dr. Nicholas Watson, professor de Inteligência Artificial em Alimentos na Escola de Ciência e Nutrição de Alimentos da Universidade de Leeds, destacou: “Para realmente impactar a segurança alimentar global, a proteína reciclada não pode ser apenas uma alternativa de nicho — ela precisa competir em preço com o que já está nas prateleiras dos supermercados. Estamos entusiasmados em trabalhar com a CSIRO e parceiros em todo o mundo para preencher essa lacuna, lançando uma plataforma de IA para transformar resíduos agroalimentares em proteína sustentável”.
“Bilhões de toneladas de material rico em nutrientes estão sendo perdidas todos os anos. Se queremos um sistema alimentar mais resiliente, precisamos de ferramentas que tornem a valorização simples e escalável. Em parceria com a Universidade de Leeds, estamos combinando IA, ciência da fermentação e estudos de caso reais para oferecer uma solução prática que ajude a indústria a transformar resíduos em proteína sustentável em escala”, disse o Dr. Kai Knoerzer, cientista da CSIRO.
O projeto está sendo financiado pelo Bezos Earth Fund, que está apoiando 15 projetos globais para ampliar soluções práticas baseadas em IA para combater a perda de biodiversidade, as mudanças climáticas e a insegurança alimentar.
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Acesse a notícia original completa na página da Universidade de Leeds (em inglês).


