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Phyllanthus niruri (quebra-pedra)
Fonte
Farmanguinhos-Fiocruz
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Resumo
Um desenvolvimento pioneiro vai colocar o conhecimento tradicional no centro da inovação para melhorar o tratamento da litíase urinária – o processo de formação de cálculos no trato urinário.
Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a Fiocruz pretende disponibilizar ao SUS o primeiro fitoterápico industrializado desenvolvido a partir da planta Phyllanthus niruri — a popular ‘quebra-pedra’.
Será realizado um investimento de R$ 2,4 milhões para que o novo medicamento fitoterápico possa estar disponível no SUS em até 2 anos após a produção dos primeiros lotes-piloto.
O Brasil terá o primeiro fitoterápico industrializado desenvolvido a partir da planta Phyllanthus niruri — a popular ‘quebra-pedra’ —, tradicionalmente usada para auxiliar no tratamento de distúrbios urinários.
O desenvolvimento é pioneiro por colocar o conhecimento tradicional associado no centro da inovação, respeitando a legislação de acesso a esse conhecimento tradicional.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) firmou acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos-Fiocruz), para o desenvolvimento do fitoterápico a ser disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em complemento, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Instituto e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O ACT tem o objetivo de promover ações de estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento de novos fitoterápicos, derivados da biodiversidade brasileira, para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Carina Pimenta, Secretária Nacional de Bioeconomia do MMA, destacou que o acordo inaugura um paradigma de inovação ancorado no conhecimento tradicional associado e na repartição justa de benefícios. “Quando o conhecimento tradicional associado é tratado como tecnologia, e seu acesso se dá com consentimento prévio e informado e repartição de benefícios, a inovação ganha propósito”, afirmou a secretária.
O conjunto de ações mobiliza R$ 2,4 milhões em adequação de maquinário, compra de equipamentos e insumos, contratação de serviços, visitas técnicas e estudos laboratoriais — recursos do projeto Fitoterápicos, implementado pelo PNUD com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e coordenação técnica do MMA.
Nosso propósito é que a população se beneficie do fitoterápico na forma de um produto farmacêutico, que, por ter processo padronizado e garantia de qualidade pode evitar os riscos de preparações caseiras sem controle (como a troca de espécies, adulterações, baixo teor de ativos), que podem levar à ineficácia ou efeitos indesejados
Segundo a Dra. Priscila Ferraz, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, o acordo representa um importante avanço para o tratamento de distúrbios urinários: “O objetivo da Fiocruz é contribuir para assegurar, à população brasileira, acesso seguro a fitoterápicos, por meio do desenvolvimento tecnológico e produção, ajudando a resolver problemas de saúde pública, além de promover o uso sustentável da biodiversidade e o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional”.
A Dra. Maria Behrens, pesquisadora de Farmanguinhos/Fiocruz e responsável pelos estudos com a planta, explicou que o produto será inovador e que não há no mercado um medicamento que atue nas diferentes etapas da litíase urinária, quando se formam cálculos no trato urinário.
“Após a produção dos lotes-piloto, serão realizados estudos de estabilidade para submissão à Anvisa e posterior fornecimento ao SUS, etapa estimada em até dois anos. Esperamos impulsionar toda a cadeia produtiva, desde a produção sustentável de matéria-prima, do insumo farmacêutico ativo e do produto, atendendo às diretrizes da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos”, concluiu a pesquisadora.
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Acesse a notícia original completa na página da Fundação Oswaldo Cruz.
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