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Resumo
O projeto ‘Hospital Amigo do Trabalhador’ – desenvolvido por pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) – tem como objetivo combater ameaças que podem pôr em risco a saúde de profissionais da saúde no ambiente hospitalar.
Com esta finalidade, as pesquisadores desenvolveram uma máscara inovadora, mais eficiente, sustentável e confortável.
A ideia de criar uma máscara diferenciada surgiu quando as pesquisadoras perceberam que as máscaras cirúrgicas comumente utilizadas – sejam as máscaras simples ou as máscaras do tipo N95/PFF2 – não seriam eficientes na proteção contra a fumaça cirúrgica ou teriam problemas de usabilidade, causando desconforto em vários usuários.
As pesquisadoras observaram relatos de profissionais da saúde que dão conta de que a N95 incomoda durante procedimentos cirúrgicos de longa duração. Segundo os relatos, o uso prolongado da N95 causa ansiedade, tontura e dor de cabeça por conta da restrição do fluxo de ar.
Durante a primeira etapa do projeto, foi desenvolvida a máscara ‘HeLP’: uma máscara ergonômica, que evita lesões no rosto, mesmo com o encaixe justo para a oclusão do nariz e da boca. O produto pode ser produzido com resina ou silicone, materiais que conferem maleabilidade e facilitam o uso.
Outra vantagem da nova máscara seria a sustentabilidade: ao contrário das máscaras N95, que devem ser descartadas em até alguns dias, as pesquisadoras estimam que a máscara HeLP poderia ser usada por um período de até 6 meses. Mas esta ‘durabilidade’ da máscara ainda precisa ser validada em testes experimentais.
Em relação à contenção de substâncias prejudiciais à saúde, a N95 é capaz de filtrar 95% das partículas presentes na fumaça cirúrgica com diâmetro médio de 0,3 micrômetros. Entretanto, as partículas químicas produzidas durante o uso do eletrocautério – equipamento que gera a fumaça cirúrgica – contêm diâmetros ainda menores, o que as torna penetráveis nessa máscara.
Essas partículas menores (como monóxido de carbono e benzeno, entre outras) são partículas químicas cuja aspiração deve ser evitada. “Quando se fala de produtos químicos, existem níveis seguros para a exposição. Mas para esses compostos, não existe nível seguro, você não pode estar exposto sem a proteção adequada”, explicou a Dra. Renata Perfeito Ribeiro, professora do Departamento de Enfermagem da UEL e coordenadora do projeto.
No caso da máscara HeLP, o componente fundamental para a retenção dessas partículas nocivas à saúde será o filtro inovador, a ser desenvolvido na Parte 2 do projeto ‘Hospital Amigo do Trabalhador’, em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Para o material do filtro, as pesquisadoras utilizarão o SMS (Spunbond Meltblown Spunbond), um não-tecido com três camadas, sendo as duas externas compostas de orifícios maiores para a entrada de ar. Apenas na camada interna os orifícios diminuem de tamanho, visando a retenção de partículas.
Finalmente, após o desenvolvimento e a realização de testes de usabilidade e eficiência da máscara, será implementada a Parte 3 do projeto. Nesta última etapa, será desenvolvido um conjunto de procedimentos e recomendações para a prevenção de doenças associadas à exposição de trabalhadores da saúde a riscos químicos e biológicos.
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Autores/Pesquisadores Citados
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Acesse a notícia original completa na página do Portal O Perobal, da Universidade Estadual de Londrina.