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Na Nova Zelândia, a Dra. Siew-Young Quek, professora de Ciência dos Alimentos da Universidade de Auckland, acaba de receber um financiamento de 300 mil dólares neozelandeses (cerca de R$ 950 mil) para liderar um projeto de três anos com o objetivo de criar um novo nutriente para idosos.
Os pesquisadores pretendem formular um novo ‘superalimento’ a partir de ácido nervônico – um ácido graxo monoinsaturado de cadeia muito longa – e fosfolipídios, buscando maximizar sua absorção.
Pesquisas indicam que os benefícios do ácido nervônico para a saúde incluem a proteção dos nervos, o fortalecimento da saúde cerebral e a melhora da função cognitiva, enquanto os fosfolipídios contribuem para a saúde e o metabolismo do cérebro, destacou a professora.
A ideia é que o novo ingrediente possa ser adicionado a alimentos ou utilizado em suplementos.
“Queremos criar um ingrediente natural e de fácil digestão que possa ajudar os idosos a manterem a mente ativa. Existem muitos produtos para nutrição infantil, mas a nutrição dos idosos não tem recebido a mesma atenção, por isso é essencial fazer algo por esse grupo”, afirmou a Dra. Siew-Young Quek.
A professora também está trabalhando com colaboradores do Instituto de Pesquisa de Oleaginosas da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, na China, que fornecerá o ácido nervônico extraído das sementes de diversas plantas cultivadas na China. Já os fosfolipídios serão extraídos da lecitina de soja e serão obtidos na Nova Zelândia.
A pesquisadora espera colaborar com uma empresa neozelandesa, que já produz alimentos em purê para idosos, para criar uma nova linha de produtos que estimulem a função cerebral.
Os pesquisadores vão analisar a facilidade de digestão do novo produto e se ele será aprovado em análises sensoriais.
“A população idosa está crescendo rapidamente na Nova Zelândia e no mundo todo, por isso há uma demanda crescente por nutrição especializada para a terceira idade. Em última análise, esperamos que este novo ingrediente melhore a qualidade de vida dos idosos”, concluiu a professora.
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Acesse a notícia original completa na página da Universidade de Auckland (em inglês).
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