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Insulinoma
Pesquisa desvenda mecanismo biológico por trás da secreção aumentada de insulina em insulinoma
Pesquisa identifica gene envolvido na secreção anormal de insulina em insulinomas

TimeLineArtist via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

4 de abril de 2026, 16:16

Fonte

Áreas

Bioinformática, Biologia, Biotecnologia, Cirurgia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Genética, Hepatologia, Medicina, Metabolismo, Microbiologia, Oncologia

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Insulinoma

Os insulinomas são tumores raros do pâncreas, geralmente benignos, que causam um aumento na secreção de insulina. O excesso do hormônio potencializa a ocorrência de hipoglicemia, quando a concentração de glicose no sangue cai abaixo de limite mínimo desejável.

Mesmo pequenos insulinomas costumam ser perigosos, já que a ocorrência de hipoglicemia pode causar sintomas graves e pode até ser fatal. Na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico.

De qualquer modo, um fator limitante para o desenvolvimento de melhor diagnóstico e tratamento é a compreensão limitada do mecanismo molecular que está por trás da secreção anormal de insulina.

Avanço: problema é a liberação da insulina, não a produção

Um estudo liderado por cientistas do Instituto de Ciência de Tóquio, no Japão, alcançou um avanço significativo no conhecimento da biologia dos insulinomas.

Os pesquisadores formaram um biobanco de amostras cirúrgicas de insulinoma e cultivaram organoides produzidos a partir de tecidos de pacientes, para então realizar análises de expressão gênica em larga escala, incluindo sequenciamento de RNA em massa, sequenciamento de RNA de célula única, PCR quantitativo e imuno-histoquímica.

Com essas técnicas, eles puderam observar que os insulinomas não estavam propriamente produzindo mais insulina, mas liberando o hormônio de forma inadequada.

As análises mostraram forte expressão do gene DOCK10 especificamente em células tumorais secretoras de insulina, e não em tecido pancreático normal ou outros tipos de tumores pancreáticos.

Experimentos adicionais revelaram que o gene DOCK10 é um fator chave na secreção anormal de insulina em insulinomas, ativando uma via de sinalização que envolve uma proteína específica que ajuda a regular a liberação da insulina para fora da célula.

Quando essa via de sinalização foi bloqueada, a hipersecreção de insulina diminuiu em células de insulinoma, em organoides de insulinoma humano e em modelos tumorais transplantados em camundongos, que apresentaram maior sobrevida.

O Dr. Go Ito, professor do Departamento de Gastroenterologia e Hepatologia do Instituto de Ciência de Tóquio e um dos líderes da pesquisa, destacou que os resultados sugerem que o gene DOCK10 pode servir como um marcador diagnóstico para lesões secretoras de insulina e um potencial alvo terapêutico em casos de insulinoma.

O estudo foi publicado recentemente na revista científica Cellular and Molecular Gastroenterology and Hepatology.

Além da descoberta do mecanismo biológico, um sistema inovador para a cultura de organoides de insulinoma humano

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Departamento de Gastroenterologia e Hepatologia do Instituto de Ciência de Tóquio

Instituições Citadas

Publicação

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