Com publicação científica

Incontinência urinária de esforço
Pesquisa avança no tratamento contra a incontinência urinária feminina
Novo biomaterial em prótese para o assoalho pélvico pode ser uma solução para a incontinência urinária em mulheres

Dragana Gordic via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

26 de janeiro de 2026, 15:30

Fonte

Áreas

Biomateriais, Biomecânica, Cirurgia, Ciência dos Materiais, Engenharia Biomédica, Epidemiologia, Ginecologia, Medicina, Saúde da Mulher, Urologia, Órteses e Próteses

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Incontinência urinária de esforço

A incontinência urinária de esforço acontece quando situações corriqueiras do dia a dia – como tossir, espirrar ou correr – exercem pressão sobre a bexiga e causam vazamento repentino de urina.

Estima-se que esse tipo de incontinência urinária afete até 30% das mulheres em todo o mundo, causando limitações significativas na qualidade de vida e trazendo desconforto físico e sofrimento emocional e social.

O tratamento cirúrgico padrão para casos de incontinência urinária de esforço – a inserção de uma prótese de assoalho pélvico na forma de tela de polipropileno (PPM) sob a uretra – pode levar a complicações graves, como dor crônica e infecções. Por conta disso, muitos países proibiram o procedimento com a tela de polipropileno. Desde então, pesquisadores têm se empenhado no desenvolvimento de soluções que utilizem outros materiais.

Avanço: novo material substitui polipropileno e mimetiza melhor o próprio tecido do assoalho pélvico

Na última década, a Dra. Sheila MacNeil, professora de Biomateriais e Engenharia de Tecidos da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, tem trabalhado em conjunto com o Dr. Christopher Chapple, urologista do Sheffield Teaching Hospitals NHS Foundation Trust, no desenvolvimento de um novo material que possa ser usado em próteses do assoalho pélvico para mulheres.

A professora e o médico lideraram uma equipe que criou um novo dispositivo feito de um material à base de poliuretano já aprovado pela FDA, a agência regulatória dos EUA.

O novo material pretende reproduzir a estrutura e a flexibilidade do tecido conjuntivo humano, com propriedades como maciez, elasticidade e resistência adequada.

O estudo foi publicado na revista científica Biomaterials.

Resultados preliminares

Autores/Pesquisadores Citados

Professora de Biomateriais e Engenharia de Tecidos da Universidade de Sheffield
Urologista do Sheffield Teaching Hospitals NHS Foundation Trust

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