Com publicação científica

Glioma de baixo grau
Organoides do encéfalo frontal permitem avançar na compreensão e tratamento de glioma de baixo grau
Sistema experimental traz avanços para a avaliação de potenciais fármacos contra glioma de baixo grau

Ground Picture via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

10 de abril de 2026, 14:31

Fonte

Áreas

Biologia, Biotecnologia, Engenharia Biológica, Engenharia de Tecidos, Medicina, Microbiologia, Neurociências, Neurologia, Oncologia, Pediatria

Compartilhar

Glioma de baixo grau

O glioma é um tumor do sistema nervoso central que se origina das células da glia, que suportam os neurônios. Trata-se do tumor cerebral mais comum em crianças e adolescentes.

O glioma chamado de ‘baixo grau’, que engloba tumores de grau I e grau II, é uma forma menos agressiva e de crescimento mais lento em relação ao glioma de alto grau.

Em relação a pesquisas sobre possíveis tratamentos, a manipulação de gliomas ainda é uma tarefa difícil, mas o estudo dos tumores em laboratório pode facilitar o desenvolvimento de fármacos contra este tipo de câncer.

Avanço: organoides do encéfalo frontal trazem avanços em relação a culturas celulares de camada única

Na Itália, um novo sistema experimental 3D baseado em organoides do encéfalo frontal foi desenvolvido para estudar a resposta a medicamentos em gliomas de baixo grau, um tipo de tumor do sistema nervoso central que ocorre frequentemente em crianças.

O projeto, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Trento, Hospital Infantil Bambino Gesù e Universidade de Roma Sapienza, representa um avanço na compreensão e tratamento da doença. Os resultados foram publicados na revista científica Molecular Cancer.

Os pesquisadores concentraram-se especificamente em tentar reproduzir a heterogeneidade do glioma pediátrico de baixo grau em um sistema experimental. Então, desenvolveram organoides do encéfalo frontal a partir de células-tronco pluripotentes, capazes de se diferenciar em quase todos os tipos de células do corpo. Em seguida, induziram essas células a desenvolver gliomas.

Com os organoides, os pesquisadores conseguem observar a doença em um ambiente mais realista do que culturas celulares de camada única e podem iniciar a triagem de medicamentos antes de estudos clínicos com pacientes.

Organoides são um avanço, mas ainda permitem apenas análises limitadas

Publicidade

Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Departamento de Biologia Celular, Computacional e Integrativa da Universidade de Trento
Pesquisadora da Unidade de Onco-hematologia, Transplante Hematopoiético, Terapias Celulares e Ensaios Clínicos do Hospital Infantil Bambino Gesù

Publicação

Publicidade

E-books gratuitos

Rolar para cima