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Joe Belanger via Shutterstock
Grande tubarão branco
Por Redação SciAdvances
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Um novo estudo internacional mostrou que tubarões e atuns que regulam sua temperatura corpórea acima da temperatura da água do mar enfrentam um risco crescente de sobreaquecimento à medida que aumentam as temperaturas dos oceanos.
A pesquisa, publicada na revista Science, indicou que grandes predadores de ‘sangue quente’ – as espécies mesotérmicas, que conseguem manter partes do corpo mais quentes do que a água de seu habitat – consomem significativamente mais energia do que espécies de ‘sangue frio’. Esses grandes peixes mesotérmicos desempenham um papel ecológico crucial como predadores de topo.
A regulação da temperatura corpórea traz benefícios, como atingir grandes distâncias e velocidades, mas também cobra um custo metabólico: segundo o Dr. Ivo da Costa, pesquisador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-BIOPOLIS) da Universidade do Porto e coautor do estudo, aumentos na temperatura corporal podem mais do que duplicar a taxa metabólica desses animais.
No estudo, os pesquisadores usaram sensores para medir, em tempo real, a temperatura do corpo dos animais e da água, e com isso identificar limites térmicos críticos, ou seja, temperaturas acima das quais os peixes deixam de dissipar calor de forma eficiente.
Acima desses limites, os peixes precisam ajustar o seu comportamento, como nadar mais devagar ou mergulhar para águas profundas ou frias, ou então ativar mecanismos fisiológicos para evitar o sobreaquecimento, o que pode ter impacto sobre a sua sobrevivência.
O Dr. Nuno Queiroz, também pesquisador do CIBIO-BIOPOLIS e coautor do estudo, destacou que muitas espécies de peixes mesotérmicos já estão mais vulneráveis com o aquecimento dos oceanos, já que o habitat adequado para esses grandes peixes já vai diminuindo. Essa redução de habitat pode ter impactos significativos no equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
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Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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