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Recentemente, uma equipe de pesquisa liderada pelo Dr. Menachem Elimelech, professor da Universidade Rice, e pelo Dr. Yanghua Duan, ex-pesquisador da Universidade Rice e atualmente professor da Universidade do Estado do Colorado, nos EUA, deu um passo importante para resolver uma das maiores questões da purificação de água: como melhorar o projeto de membranas catalíticas que filtrem e transformem contaminantes simultaneamente em uma única etapa?
“Até agora, a maior parte do progresso em membranas de nanofiltração reativas tem sido empírica. Faltava uma estrutura sólida para entender e otimizar como essas membranas realmente funcionam”, disse o Dr.Elimelech, professor de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Rice.
As membranas de nanofiltração reativas oferecem uma promessa poderosa: a capacidade de remover sais, metais pesados e pequenos poluentes orgânicos persistentes de uma só vez. Mas é difícil prever o desempenho e dimensionar as membranas devido à complexa interação entre reações químicas e transporte de massa.
Para lidar com essa complexidade, os pesquisadores desenvolveram o primeiro modelo que simula como oxidantes e poluentes se movem e reagem dentro de membranas catalíticas sob condições operacionais realistas.
“Nós hipotetizamos que o desempenho da membrana é fundamentalmente governado pela interação entre a cinética da reação e o transporte de solutos”, disse o Dr. Yanghua Duan. “Ao capturar essas interações em um modelo, podemos ir além do projeto por tentativa e erro”.
O modelo com os princípios de projeto, publicado na revista científica Nature Water, simula como variáveis como posicionamento do catalisador, espessura da membrana, tamanho dos poros e fluxo de água afetam a remoção de contaminantes.
“Descobrimos que a mesma membrana pode se comportar de forma completamente diferente dependendo de onde os catalisadores estão localizados”, disse o Dr. Yanghua Duan. Outra descoberta importante foi a identificação da faixa ideal para a carga do catalisador. Catalisadores em quantidade insuficiente limitam a taxa de reação, enquanto o excesso cria um gargalo no transporte.
“Estamos mudando o campo da experimentação reativa para o projeto preditivo. Isso abre caminho para membranas que não são apenas mais eficazes, mas também mais escaláveis, energeticamente eficientes e adaptáveis a diferentes qualidades de água”, disse o Dr. Yanghua Duan.
Os princípios de projetos permitem adaptar membranas a objetivos específicos, como minimizar a contaminação por sal, reduzir o consumo de energia ou maximizar a seletividade de contaminantes. Os pesquisadores também avaliaram como diferentes oxidantes, como peróxido de hidrogênio e persulfato, se comportam dentro da membrana, mostrando que a carga do oxidante influencia fortemente sua acessibilidade e reatividade.
“Pela primeira vez, podemos simular como as mudanças em escala molecular se propagam para influenciar o desempenho de todo o sistema. Isso pode nos ajudar a construir sistemas descentralizados que atendam comunidades desenvolvidas e carentes”, concluiu o Dr. Yanghua Duan.
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Autores/Pesquisadores Citados
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Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Acesse a revista científica Nature Water (em inglês).
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Acesse a notícia original completa na página da Universidade Rice (em inglês).
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