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Por Redação SciAdvances
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Usando uma técnica estatística avançada chamada ‘modelagem de equações estruturais genômicas’, uma equipe de pesquisadores do King’s College London, no Reino Unido, conseguiu separar as influências genéticas compartilhadas entre esquizofrenia e transtorno bipolar das influências genéticas específicas da esquizofrenia.
Os pesquisadores identificaram 78 variantes genéticas associadas tanto à esquizofrenia quanto ao transtorno bipolar, e 63 variantes específicas da esquizofrenia.
O estudo revelou que variantes genéticas específicas da esquizofrenia estão ligadas a um nível de escolaridade mais baixo e a um QI (quociente de inteligência) mais baixo. Por outro lado, as variantes genéticas que a esquizofrenia compartilha com o transtorno bipolar estão ligadas a um nível de escolaridade mais alto, com efeito mínimo sobre o QI.
A descoberta foi confirmada pela análise de escores de risco poligênico em mais de 380.000 pessoas do Biobanco do Reino Unido. O risco poligênico é uma medida que soma os pequenos efeitos de muitas variantes genéticas para estimar o risco genético geral de um indivíduo para uma determinada característica.
Os resultados forneceram evidências iniciais de duas vias genéticas distintas para a esquizofrenia: uma via compartilhada com o transtorno bipolar e associada a melhores resultados acadêmicos; e uma segunda via, exclusiva da esquizofrenia, e associada a piores resultados cognitivos e acadêmicos.
Com estes resultados, os pesquisadores apontaram uma associação positiva entre o risco genético para esquizofrenia e o nível de escolaridade, impulsionada principalmente pela sobreposição com o transtorno bipolar.
Outros avanços

Imperial College de Londres

Universidade do Texas em Austin

