Com publicação científica

Dabarti CGI via Shutterstock
Placas de Petri contendo colônias bacterianas
Por Redação SciAdvances
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Devido principalmente ao uso excessivo ou incorreto de antibióticos, as bactérias que sobrevivem aos medicamentos estão se tornando cada vez mais resistentes e evoluindo para uma nova classe de bactérias chamada de ‘superbactérias’ ou ‘bactérias multirresistentes’, contra as quais os medicamentos têm pouco ou nenhum efeito.
Além da dificuldade de eliminação dessas bactérias, o que torna extremamente difícil o tratamento de várias infecções, a resistência bacteriana também aumenta o tempo de hospitalização e o risco de morte.
Um exemplo da resistência bacteriana é o caso da bactéria Staphylococcus aureus que, apesar de ser uma bactéria comum, tem mostrado resistência a vários antibióticos, especialmente as cepas MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina).
Sob a liderança de pesquisadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), em Portugal, uma equipe de pesquisa identificou um novo conjunto de fatores que ajudam a explicar a virulência elevada da bactéria multirresistente Staphylococcus aureus.
O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, fornece novas pistas sobre como a bactéria se esconde, sobrevive e se multiplica dentro dos chamados ‘fagócitos não profissionais’ – células humanas cuja primeira função não é a defesa imunológica e nas quais alguns antibióticos demonstram menor eficácia.
Usando microscopia de fluorescência automatizada de larga escala, o estudo identificou um conjunto de fatores nunca antes associados à vida intracelular e virulência da Staphylococcus aureus.
A Dra. Ana Eulálio, pesquisadora do CNC-UC e líder do estudo, destacou que a equipe de pesquisa conseguiu desvendar como o microrganismo consegue escapar ao sistema imunitário e resistir aos antibióticos, o que é um grande avanço em relação ao conhecimento sobre a sua biologia e virulência.
Em 1920 mutantes da bactéria, os cientistas conseguiram identificar 73 genes que têm forte relação com a capacidade da bactéria de invadir, persistir e se multiplicar no interior de células humanas, e até de causar a morte destas células.
Os pesquisadores também identificaram uma nova função em uma enzima específica – a nicotinamidase (PncA) – que regula o sistema de virulência da bactéria através da regulação de seu metabolismo.
O novo conhecimento tem o potencial de contribuir para o desenvolvimento de terapias inovadoras que auxiliem na luta contra a resistência bacteriana.
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Mais Informações
Acesse a página do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC).
Outros avanços

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