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Por Redação SciAdvances
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A pneumonia é uma infecção que pode ter origem bacteriana, viral ou fúngica, que causa inflamação nos alvéolos pulmonares e tem como principais sintomas: tosse com secreção, febre alta, dor torácica (principalmente ao respirar ou tossir), falta de ar e fraqueza.
Por outro lado, também existe a chamada ‘pneumonia silenciosa’, que apresenta sintomas mais sutis em relação aos sintomas clássicos, mas que pode ser igualmente preocupante. O tratamento da ‘pneumonia silenciosa’ geralmente também começa atrasado: por sentirem menos sintomas, as pessoas demoram mais para buscar auxílio médico.
O diagnóstico da pneumonia geralmente é clínico (ausculta pulmonar) e por radiografia do tórax, ou seja, quando a doença já está instalada e com certo avanço.
Neste sentido, um teste que pudesse detectar a pneumonia em estágios mais precoces, com rapidez e praticidade, seria muito bem-vindo e poderia tornar o tratamento – com antibióticos ou antivirais – mais eficiente.
Uma das possibilidades para tecnologias desse tipo é a análise de compostos orgânicos voláteis no ar expirado.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), do Instituto Broad do MIT e Harvard, do Instituto Koch para Pesquisa Integrativa de Câncer e do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, desenvolveram um teste que consegue detectar compostos relacionados a doenças pulmonares, incluindo a pneumonia, no ar expirado de uma pessoa.
O conceito da tecnologia é oferecer ao paciente biomarcadores sintéticos que podem ser inalados junto a nanopartículas e que só podem ser separados delas por enzimas específicas representativas da doença. Então, durante a expiração, um novo sensor – o coração da nova tecnologia – consegue medir esses biomarcadores ‘livres’ das nanopartículas, mesmo em concentrações extremamente baixas, identificando assim se a enzima característica da doença está presente.
Para viabilizar a ‘leitura’ desses biomarcadores exalados, a equipe de pesquisa desenvolveu um novo teste respiratório portátil e de baixo custo – chamado ‘PlasmoSniff’ – que tem o novo biossensor integrado.
Os pesquisadores pretendem que o dispositivo de teste possa substituir radiografias de tórax e outros exames de laboratório e possa ser usado em ambientes clínicos ou mesmo em casa para diagnosticar doenças pulmonares, como a pneumonia, em minutos.
O desenvolvimento do ‘PlasmoSniff’ é liderado pela Dra. Loza Tadesse, professora de Engenharia Mecânica do MIT.
O estudo foi publicado na revista científica publicado online na revista Nano Letters.
O novo projeto se concentra na ‘plasmônica’ – o estudo e a manipulação da luz e como ela interage com a matéria em nanoescala.
Usando espectroscopia Raman com intensificação de superfície (SERS), uma técnica óptica na qual as moléculas são iluminadas com luz, os cientistas conseguiram identificar modos vibracionais moleculares – como se fossem impressões digitais vibracionais específicas de cada molécula.
Em laboratório, os pesquisadores demonstraram que o sensor detectou rapidamente o biomarcador de pneumonia pentafluoropropilamina (PFP) em concentrações extremamente baixas e clinicamente relevantes (até 10 ppb, partes por bilhão).
Agora, os pesquisadores estão trabalhando na incorporação de um sistema de coleta de ar expirado e um espectrômetro Raman portátil para detectar os biomarcadores exalados no dispositivo.
A equipe de pesquisa destacou que a tecnologia poderia ser usada para detectar também outras doenças pulmonares, além da pneumonia.
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Outros avanços

Universidade Politécnica de Madri


