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Por Redação SciAdvances
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Durante seu doutorado em Oceanografia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Suelen Nascimento dos Santos está desenvolvendo uma nova tecnologia que deve facilitar a identificação e análise preliminar de microplásticos em organismos e sedimentos do mar.
Trata-se um estúdio de baixo custo que usa luz ultravioleta para detectar partículas plásticas por fluorescência, além de um protocolo associado. A tecnologia já está protegida pelo depósito de um pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Suelen incluiu em seus estudos esponjas do mar, macroalgas, cracas, bivalves e sedimentos colhidos em diferentes pontos do litoral pernambucano, em regiões com diferentes pressões ambientais.
A pesquisa tem a orientação do Dr. José Souto Rosa Filho e do Dr. Severino Alves Junior, professores da UFPE.
Radiação ultravioleta concentrada melhora visualização por fluorescência
Suelen destacou que a pesquisa tem foco na acumulação ativa e passiva de microplásticos em organismos bentônicos – animais, plantas e microrganismos que vivem no fundo do mar – ao longo da costa, incluindo a análise de mecanismos de retenção, ingestão e interação partícula-organismo.
A solução proposta por Suelen concentra a radiação ultravioleta, reduzindo a dispersão de luz e aumentando a eficiência na visualização de partículas plásticas previamente coradas com Vermelho do Nilo.
A pesquisadora ressaltou que a análise é realizada com auxílio de estereomicroscópio e software de ampliação de imagem, garantindo precisão e agilidade na triagem de microplásticos.
Triagem mais rápida e eficiente, com menos contaminação cruzada
Segundo a pesquisadora, a tecnologia permite uma redução significativa do tempo de triagem dos microplásticos e um direcionamento mais eficiente para análises confirmatórias posteriores.
Além disso, o sistema minimiza a contaminação cruzada, um dos principais desafios em estudos com microplásticos, o que aumenta a confiabilidade analítica e a reprodutibilidade dos resultados.
A doutoranda ressaltou que a integração entre fluorescência seletiva, controle físico do ambiente e fluxo padronizado de análise contribui diretamente para a padronização de protocolos, otimização do tempo laboratorial e geração de dados mais robustos sobre poluição plástica.
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