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Por Redação SciAdvances
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Mucinas são proteínas que tornam o muco viscoso e espesso, o que protege o sistema respiratório de patógenos, toxinas e danos físicos.
Embora as mucinas tenham uma função protetora, a alta concentração dessas proteínas pode restringir e bloquear as vias aéreas.
O risco de acontecer essa restrição das vias aéreas é maior em indivíduos expostos à fumaça do cigarro e a alérgenos ambientais, que podem desencadear a superprodução de mucina (e portando do muco espesso), facilitando condições como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Até agora, médicos e pesquisadores não tinham uma maneira real e objetiva de avaliar o risco de um paciente desenvolver DPOC, por exemplo.
Mas os cientistas sabem que a detecção precoce de altas concentrações de mucina é fundamental para que seja evitada uma obstrução progressiva e generalizada das vias aéreas.
Um estudo liderado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos EUA, levou ao desenvolvimento de uma nova métrica – chamada Índice Quantitativo de Mucinas do Pulmão (MUCQ) – que pode monitorar doenças pulmonares crônicas precocemente.
A análise de amostras de escarro e outros mucos pulmonares com o índice MUCQ pode detectar anormalidades, avaliar o risco de doenças e acompanhar a progressão de doença pulmonares em pacientes ao longo do tempo.
Segundo o Dr. Mehmet Kesimer, professor de Patologia e Medicina Laboratorial na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, a métrica MUCQ permite detectar anormalidades subjacentes no muco antes que danos pulmonares significativos apareçam em testes de função pulmonar padrão, o que pode contribuir com diagnósticos e tratamentos precoces.
Os pesquisadores consideraram amostras de mucos pulmonares de 164 participantes com bronquite crônica do estudo de coorte SPIROMICS, que tem foco na DPOC.
Os pesquisadores sugeriram que o índice MUCQ – calculado a partir da medição de duas mucinas-chave das vias aéreas e do nível total de mucinas – pode ajudar a identificar riscos associados à doença e determinar sua progressão.
Os pesquisadores descobriram que pontuações mais altas do índice MUCQ indicavam anormalidades pulmonares de forma sensível e confiável. Esses altos valores de MUCQ também foram associados a pior função pulmonar, doença das pequenas vias aéreas, sintomas de bronquite crônica e maior risco de pior evolução da DPOC.
O professor Mehmet Kesimer ressaltou que o uso da métrica MUCQ na prática clínica pode permitir que os médicos detectem e acompanhem pessoas em risco, eventualmente evitando que doenças pulmonares se desenvolvam ou piorem.
Os resultados do estudo foram publicados na revista científica New England Journal of Medicine Evidence.
Autores/Pesquisadores Citados
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Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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Acesse a página do estudo SPIROMICS (em inglês).



