Leitura rápida

Estudo indica que o Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido gasta 3% do seu orçamento de cuidados primários e secundários com os impactos da temperatura
6 de janeiro de 2026, 18:47

Fonte

Universidade de Oxford

Publicação Original

Áreas

Assistência Social, Atenção Primária, Enfermagem, Medicina, Mudanças Climáticas, Saúde Mental, Saúde do Idoso

Compartilhar

Resumo

Um novo estudo liderado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e publicado na revista científica The Lancet Planetary Health, é o primeiro a relacionar dados diários de temperatura com a utilização e os custos dos serviços de saúde nos níveis primário e secundário na Inglaterra.

A análise de 4,37 milhões de registros de pacientes na Inglaterra revelou que os recursos são impactados de forma assimétrica pelo frio do inverno e pelo calor do verão, com cerca de 64% dos casos relacionados a dias frios, enquanto dias muito quentes geram picos acentuados na demanda no mesmo dia.

Utilizando registros de 4.366.981 pacientes cadastrados em 244 clínicas médicas na Inglaterra entre abril de 2007 e junho de 2019, os pesquisadores estimaram que a exposição a temperaturas médias diárias fora de uma faixa de referência amena (18°C a 21°C) representa cerca de 3% dos custos de saúde registrados em seu conjunto de dados.

A pesquisa fornece novas evidências sobre como a demanda e os custos relacionados à temperatura se distribuem pelo sistema de saúde na Inglaterra.

O Reino Unido frequentemente enfrenta condições de frio, com dias com temperaturas médias entre 0°C e 9°C, que representam cerca de 64,4% da carga estimada, refletindo o aumento cumulativo no uso do Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) durante o período de inverno.

O estudo também levanta uma preocupação prática em relação ao frio extremo: quando as temperaturas médias caíram abaixo de 0°C, o uso dos serviços de saúde diminuiu, conforme os dados. Isso sugere barreiras para a busca de atendimento em condições climáticas adversas,

No entanto, a pesquisa também destacou que o clima quente, que está se tornando mais frequente devido às mudanças climáticas, também acarreta riscos preocupantes à saúde.

Dias muito quentes foram raros durante o período do estudo, o que limita a precisão, mas os dados apontam para aumentos acentuados e no mesmo dia em algumas partes do sistema – incluindo atendimentos em emergências e prescrições médicas – quando as temperaturas estão excepcionalmente altas.

Ou seja, enquanto o frio está associado a uma carga cumulativa maior sobre o NHS, o calor está associado a picos repentinos que podem comprometer a prestação de serviços no dia a dia. Os idosos foram consistentemente o grupo mais afetado em todos os resultados.

Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas. 

Instituições Citadas

Publicação

Mais Informações

Notícias relacionadas

Rolar para cima