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Emily Fraser, Universidade de Sydney
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Resumo
Com base em dados de um estudo australiano de coorte longitudinal com centenas de participantes, pesquisadores conseguiram mostrar que soluções de estilo de vida simples e acessíveis podem fazer a maior diferença na redução da dor lombar.
Os pesquisadores avaliaram uma série de fatores de estilo de vida, incluindo índice de massa corporal (IMC), níveis de atividade física, tabagismo e qualidade do sono, para investigar sua relação com a redução dos custos com a saúde associados à dor lombar.
Os resultados mostraram que não fumar, praticar mais exercícios, melhorar o sono e manter um peso corporal saudável contribuem significativamente para reduzir os gastos de saúde com a dor lombar.
Foco do Estudo
Estudo
Entre os inúmeros tratamentos médicos para dor lombar – uma das principais causas de incapacidade que afeta mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo – uma nova pesquisa australiana descobriu que soluções de estilo de vida mais simples e relativamente mais acessíveis podem fazer a maior diferença.
“Quando se trata de dor lombar, muitas pessoas acham que precisam fazer uma mudança drástica, depois desistem e simplesmente tomam um comprimido, o que muitas vezes não ajuda”, disse o autor sênior, Dr. Paulo Ferreira, professor da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney e autor sênior do estudo. “Mas nosso estudo mostra que você só precisa fazer pequenas mudanças, viáveis, para colher benefícios reais”.
O professor Paulo Ferreira afirmou que a missão de sua equipe é descobrir soluções simples, acessíveis e baseadas em evidências que possam ser facilmente implementadas no dia a dia.
Os pesquisadores consideraram dados estudo Australian Twin Back (AUTBACK), um estudo de coorte longitudinal que teve como objetivo avaliar a relação entre atividade física e resultados de dor lombar.
No estudo – publicado na revista científica Arthritis Care & Research – os pesquisadores acompanharam centenas de participantes por 12 meses e avaliaram uma série de fatores de estilo de vida, incluindo índice de massa corporal (IMC), níveis de atividade física, tabagismo e qualidade do sono, para investigar sua relação com a redução dos custos com a saúde associados à dor lombar.
Observamos uma relação linear clara entre hábitos de vida mais saudáveis e menor uso de medicamentos. Estudos anteriores demonstraram que os analgésicos, incluindo os opioides, não são muito eficazes e não devem ser usados em longo prazo. Devemos apoiar as pessoas no controle da dor por meio de mudanças sustentáveis, simples e viáveis no estilo de vida
Resultados
O estudo revelou que parar de fumar, praticar mais exercícios, melhorar o sono e manter um peso corporal saudável têm ligação com menores custos de saúde e menor dependência de medicamentos para dor lombar.
Os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que as mulheres arcavam com alguns dos custos mais altos associados à dor lombar – 76% a mais do que os homens -, mostrando que as diferenças de gênero são importantes em relação à dor lombar.
A qualidade do sono foi um fator fortemente associado à redução dos custos anuais de saúde incluindo menos consultas com profissionais da saúde e menos gastos com medicamentos.
A doutoranda Ye (Tiara) Tian, autora principal do estudo, disse que a qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade: “Dormir bem significa acordar menos vezes durante a noite e ter um descanso melhor no geral. Reduzir a excitação cognitiva (por exemplo, preocupações com dores nas costas durante a noite) antes de dormir é fundamental: coisas como diminuir a intensidade das luzes, evitar telas, ouvir música calma, meditar ou alongar-se podem ajudar a criar uma rotina noturna focada no bem-estar”.
Em relação à atividade física, a doutoranda afirmou que mesmo pequenas melhorias podem gerar diferenças mensuráveis: “Se alguém pratica 60 minutos de atividade moderada (como caminhada rápida ou ciclismo) por semana e aumenta para 75 minutos, isso é considerado uma melhora de um ponto percentual, e essa pessoa gastará 23% menos com tratamentos de saúde”, disse ela. “Não atingir a recomendação da OMS de menos de 60 minutos de atividade física por semana é considerado ‘ruim’ na escala de estilo de vida, enquanto 60 a 150 minutos é um nível ‘intermediário’”.
O hábito de fumar também foi um fator importante: “Fumar tem um impacto sistêmico, o que significa que não há parte do corpo que não seja afetada”, disse o professor Paulo Ferreira. “Prejudica a circulação na coluna vertebral e nos tecidos circundantes, o que pode contribuir para problemas contínuos nas costas”.
Especialistas afirmam que o tratamento da dor lombar deve ter foco em cuidados personalizados. Isso inclui uma melhor comunicação entre pacientes com dor lombar e profissionais de saúde sobre opções de baixo custo – como mudanças simples e viáveis no estilo de vida – para ajudar a prevenir crises recorrentes e dispendiosas.
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Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Acesse a revista científica Arthritis Care & Research (em inglês).
Mais Informações
Acesse a notícia original completa na página da Universidade de Sydney (em inglês).
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