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Mudanças Climáticas
Estudos mostram como as mudanças climáticas podem agravar a ansiedade e limitar resultados neuroeducacionais através da alimentação
Baixa produtividade agrícola, insegurança alimentar, baixa qualidade nutricional e alterações na saúde mental podem formar uma ‘bola de neve’

r.classen via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
16 de fevereiro de 2026, 13:31
Fonte
Áreas
Agricultura, Agronomia, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Ciências Agrárias, Clima, Engenharia de Alimentos, Mudanças Climáticas, Nutrição Clínica, Qualidade dos Alimentos, Segurança Alimentar, Sustentabilidade
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Pesquisadores da Rede Resiclima – uma colaboração científica internacional dedicada ao estudo multidimensional das mudanças climáticas – publicou recentemente duas pesquisas que avançam na compreensão sobre como o aquecimento global pode influenciar transtornos de ansiedade e desfechos neuroeducacionais. Os estudos foram publicados nas revistas científicas Next Research e Discover Food.
Segundo os pesquisadores, as mudanças climáticas podem afetar a produtividade agrícola de alimentos básicos até 2050 e diminuir a concentração de micronutrientes essenciais, como ferro, zinco e vitaminas do complexo B.
O prognóstico é que esses efeitos tendem a ter impacto maior em populações vulneráveis, com o comprometimento de funções executivas como memória, atenção e flexibilidade cognitiva.
Com dietas pouco diversificadas, maior consumo de alimentos ultraprocessados e alterações na microbiota intestinal, o eixo intestino-cérebro pode sofrer alterações importantes, eventualmente comprometendo a a regulação emocional.
De acordo com os cientistas, a baixa produtividade agrícola, a insegurança alimentar, a baixa qualidade nutricional e alterações na saúde mental podem formar uma ‘bola de neve’, especialmente em contextos de vulnerabilidade social e ambiental.
Para os pesquisadores, é essencial ter políticas públicas integradas que conectem clima, alimentação e saúde mental para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Segundo os especialistas da Rede Resiclima, potenciais soluções para este problema devem incluir o fortalecimento de sistemas alimentares diversificados e resilientes, a ampliação do acesso a alimentos in natura e minimamente processados, a integração de políticas ambientais, nutricionais e educacionais e a incorporação da saúde mental nas estratégias de adaptação climática.
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Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Mais Informações
Acesse a página da Rede Resiclima.
Acesse o artigo completo publicado na revista Discover Food (em inglês).
Acesse o resumo do artigo publicado na revista Next Research (em inglês),
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