Com publicação científica

Detecção precoce do câncer de mama
Mini dispositivo de ultrassom pode facilitar detecção precoce do câncer de mama
Nova tecnologia compacta e de baixo custo poderia ser usada em consultórios médicos ou mesmo em casa

Media Lab do MIT

Sensor de ultrassom, à esquerda, e módulo eletrônico do novo dispositivo

Por Redação SciAdvances

4 de fevereiro de 2026, 11:24

Fonte

Áreas

Atenção Primária, Bioeletrônica, Biofísica, Biomateriais, Biomecânica, Computação, Engenharia Biomédica, Imagens Médicas, Medicina, Oncologia, Processamento de Imagens, Saúde da Mulher, Telemedicina

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Detecção precoce do câncer de mama

O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. Estima-se mais de 70 mil novos casos por ano no país, com taxas mais elevadas nas regiões Sul e Sudeste.

O diagnóstico em estágios iniciais é crucial e pode elevar as chances de cura para mais de 90%, reduzir a necessidade de tratamentos mais agressivos e também limitar a progressão da doença e reduzir a mortalidade.

A mamografia anual é o principal exame usado para a detecção precoce do câncer de mama. Porém, o câncer pode surgir no intervalo entre duas mamografias; neste caso, a realização de um exame mais simples e com uma frequência maior pode agilizar a detecção precoce.

Avanço: dispositivo de baixo custo e compacto viabiliza detecção do câncer de mama para população muito maior

Com uma sonda experimental de ultrassom e um módulo eletrônico para aquisição e processamento de imagens, pesquisadores do Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, desenvolveram um mini dispositivo de ultrassom que pode facilitar a detecção precoce do câncer de mama.

Conectado a um computador, o novo dispositivo permite a reconstrução e visualização de imagens em 3D com baixo custo. Por ser bem pequeno e compacto, poderia ser usado em consultórios médicos em países de baixa e média renda ou mesmo em casa.

Os pesquisadores estimam que o custo da placa-mãe com o módulo eletrônico seja de cerca de 300 dólares (menos de R$ 1.600).

O desenvolvimento da tecnologia foi publicado na revista científica Advanced Healthcare Materials.

Teste inicial mostrou bons resultados
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