Leitura rápida

Laboratório de Ecologia de Peixes da UFRJ monitora rios do Sudeste e da Amazônia
26 de dezembro de 2025, 15:32

Fonte

Karen Monteiro e Vanessa Almeida, Conexão UFRJ

Publicação Original

Áreas

Aquicultura, Ciência Ambiental, Ecologia, Geografia, Monitoramento Ambiental, Oceanografia, Pesca, Recursos Hídricos, Saúde Ambiental, Sensoriamento Remoto, Sustentabilidade

Compartilhar

Resumo

O Laboratório de Ecologia de Peixes do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) monitora a qualidade de rios desde 1988. Atualmente, o laboratório é coordenado pela Dra. Érica Caramaschi, pela Dra. Natália Lacerda e pela Dra. Míriam Albrecht, professoras e pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFRJ.

Os projetos de pesquisa conduzidos no laboratório envolvem rios e riachos da Mata Atlântica e o monitoramento de rios amazônicos em função de grandes empreendimentos, como aqueles que ficam às margens de mineradoras e recebem rejeitos de mineração.

O trabalho envolve observação e, eventualmente, captura e fixação de peixes para registrar o impacto do material coletado.

No estado do Rio de Janeiro, o laboratório trabalha com o rio Macaé, que nasce na Serra de Macaé de Cima, em Nova Friburgo, e deságua no oceano Atlântico, na cidade de Macaé. O rio é fundamental para o abastecimento de água da região. O rio São João, que nasce na Serra do Mar, no município de Silva Jardim, e deságua na lagoa de Juturnaíba, é a principal fonte de abastecimento hídrico da Região dos Lagos e também é objeto de estudo do grupo. Ambos os rios atravessam os municípios de Casimiro de Abreu e Cachoeiras de Macacu, que também são monitorados pelo laboratório.

O laboratório atua também no rio Paraíba do Sul, um rio de extrema importância geográfica, considerado um rio federal, pois ele nasce no estado de São Paulo e tem afluentes em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Já na região amazônica, o trabalho do laboratório começou há 30 anos, por meio de uma atuação interestadual da UFRJ. Os dois projetos de longa duração ligados aos impactos da mineração em rios, lagos, represas, ambientes parados e ambientes correntes são realizados no Rio Trombetas, ao norte do Pará, desde 1990, e na Serra dos Carajás, ao sudeste do estado, desde 2006.

A equipe de pesquisadores vai à Amazônia para realizar coletas de dados de peixes, variáveis ambientais e outros indicadores. Após o trabalho de campo, todo o material é levado para o Rio de Janeiro, onde as espécies são identificadas e catalogadas.

A partir desses dados, os pesquisadores começam a elaborar projeções sobre como as comunidades de peixes vêm se organizando em termos de riqueza de espécies. Os pesquisadores analisam também a vulnerabilidade das espécies frente às projeções climáticas e dos impactos causados por barragens.

O Laboratório de Ecologia de Peixes da UFRJ transforma dados biológicos em conhecimento essencial para a proteção dos ecossistemas e das populações humanas que deles dependem, mostrando que é possível utilizar a ciência para unir monitoramento de longo prazo, formação de novos pesquisadores e produção de informações capazes de orientar decisões ambientais.

O trabalho do grupo revela que se dedicar ao estudo dos peixes é, em última instância, cuidar da água, da biodiversidade e do futuro das regiões estudadas — do Sudeste à Amazônia.

Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas. 

Autores/Pesquisadores Citados

Professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFRJ
Professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFRJ

Mais Informações

Notícias relacionadas

Rolar para cima