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Resumo
O Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) tem atuado ao longo de quase 50 anos em inúmeros projetos que propõem o desenvolvimento de soluções computacionais para problemas de engenharia e geociências, com forte atuação em modelagem numérica e simulação.
O laboratório interdisciplinar reúne conhecimentos e tecnologias das áreas de engenharia, meteorologia e meio ambiente, entre outras áreas, realizando o acompanhamento de plataformas marítimas, detecção e simulação de manchas de óleo nas águas e pesquisas nas áreas de energias renováveis e saúde.
Atualmente, o Lamce possui uma estrutura robusta, com um supercomputador, sistemas de visualização avançada e antenas para recepção de dados de satélite, e desenvolve o projeto Baía Azul, com o objetivo usar a tecnologia para revitalizar e monitorar a Baía de Guanabara.
Para isso, a base do trabalho consiste na produção de um gêmeo digital da baía: um modelo matemático que integra dados oceanográficos, meteorológicos e socioeconômicos coletados por sensores, radares e satélites em tempo real.
Com esse recurso, é possível produzir previsões e prognósticos que permitem apoiar os gestores públicos na tomada de decisões. O sistema permite o monitoramento contínuo do que acontece na baía, bem como a simulação de cenários de acidentes para planejar ações de mitigação, como é o caso de derramamentos de óleo, por exemplo.
O Dr. Luiz Landau, coordenador do Lamce, defende que não é possível negar a importância da saúde do meio ambiente e a sua relação com a saúde humana, mostrando o quanto esses dois olhares estão conectados. Assim, a Baía de Guanabara se mostra como um laboratório natural a partir do qual é possível encontrar diversas possibilidades.
“A Baía de Guanabara é muito atraente (…) e tem todos os ingredientes de um projeto. Se você vir a saúde da Baía de Guanabara de um modo geral, aqui tem de tudo: população enorme em torno dela, questão portuária, dois aeroportos, duas cidades enormes, outras cidades em torno, poluição, pesca, lixo. Você tem todos os problemas que a gente vai demorar a resolver, mas é um laboratório muito importante para a gente trabalhar essas soluções e mostrar que é viável”, explicou o pesquisador.
A questão do lixo, mais especificamente, vem sendo trabalhada há mais de dois anos, como uma forma de retorno para a comunidade, a partir do projeto de extensão Futuro Flutuante. Unindo educação ambiental e tecnologia, a proposta surgiu com o nome de ‘Caminho do Lixo’ e, desde então, tem recebido estudantes dos ensinos fundamental e médio, prioritariamente de escolas públicas, a fim de mostrar como resíduos descartados incorretamente percorrem rios, córregos e chegam ao mar, em especial à Baía de Guanabara.
O Lamce reúne profissionais multidisciplinares — engenheiros, oceanógrafos, meteorologistas, geólogos, geofísicos, cientistas de dados, especialistas em visualização científica — e mantém parcerias com empresas, órgãos públicos e centros de pesquisa internacionais.
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