Com publicação científica

Divulgação, Universidade de Sydney
Professor Jonathan Clark mostra uma aplicação do novo implante
Por Redação SciAdvances
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Após cirurgias oncológicas complexas, muitos pacientes acabam ficando com problemas ósseos devidos à intervenção cirúrgica, principalmente em casos de câncer de cabeça e pescoço.
Isso pode ser um problema para a qualidade de vida dos pacientes, o que torna o desafio da reconstrução óssea ainda mais importante.
Os defeitos ósseos podem surgir quando tumores são removidos, e a reconstrução normalmente envolve a coleta de osso de outra parte do corpo do paciente e sua fixação com placas de metal.
Do ponto de vista do sistema de saúde, essa abordagem apresenta alto custo e requer tempos cirúrgicos mais longos, múltiplos sítios cirúrgicos e internações hospitalares prolongadas.
Complicações no local de onde o tecido ósseo foi retirado aumentam o risco clínico e os custos subsequentes, enquanto o uso de implantes metálicos permanentes pode dificultar a realização de exames de imagem e o monitoramento do câncer em longo prazo.
Recentemente, uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, apresentou um implante ósseo artificial, produzido com um polímero não reabsorvível, que pode ser personalizado para cada paciente que necessite de reconstrução óssea após uma cirurgia oncológica.
O trabalho introduz uma nova estratégia que pode ajudar a melhorar a eficiência cirúrgica e os resultados estruturais em longo prazo, superando as principais limitações das abordagens de reconstrução óssea atuais.
Em vez de usar osso transplantado e placas de metal, a nova abordagem do grupo de pesquisa usa uma estrutura óssea artificial personalizada e impressa em 3D, criada a partir de imagens do paciente e modelagem computacional.
Cada implante é moldado para se adequar ao defeito específico e projetado para atender às demandas mecânicas do local reconstruído.
O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, foi liderado pelo Dr. Jonathan Clark, como primeiro autor, e pelo Dr. Jeremy Crook, como autor sênior. Ambos são professores da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney.
A arquitetura interna do implante é otimizada para suportar o crescimento ósseo a partir da estrutura polimérica, combinando durabilidade mecânica com integração biológica de acordo com a necessidade específica de cada paciente, unindo os conceitos de medicina personalizada e medicina de precisão.
Ao eliminar a necessidade de coleta óssea, a abordagem pode reduzir a complexidade cirúrgica e eliminar a morbidade da área doadora.
A solução sem dispositivos de fixação metálicos também não limita a realização posterior de exames de imagem, no caso do acompanhamento do câncer em longo prazo.
Embora sejam necessários mais estudos antes da aplicação clínica do novo implante, a pesquisa estabelece uma base sólida para o desenvolvimento futuro de tecnologias de reconstrução mais alinhadas às demandas de longo prazo de sobreviventes de câncer.
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Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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