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Floresta Amazônica, no Brasil
Por Redação SciAdvances
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Áreas
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Uma nova pesquisa liderada por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), no Brasil; da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, e da Universidade de Viena, na Áustria, desenvolveu um experimento para estimar as condições futuras de sequestro de carbono atmosférico na floresta amazônica.
A Dra. Nathielly Martins, pesquisadora do INPA e pesquisadora de pós-doutorado na TUM, e a Dra. Lucia Fuchslueger, professora da Universidade de Viena, coordenaram o experimento que usou câmaras abertas – estruturas cilíndricas de material transparente e abertas na parte superior – para simular as condições futuras de CO₂ atmosférico diretamente no sub-bosque da floresta.
Segundo a Dra. Nathielly Martins, após um ou dois anos, as árvores aumentaram a absorção de carbono e o crescimento quando expostas a níveis mais altos de CO₂. De acordo com os cientistas, esse resultado deve ser devido à redistribuição dos sistemas radiculares das plantas para extrair mais nutrientes, principalmente fósforo.
Mas, com o tempo e devido à competição com os microrganismos do solo, as reservas de fósforo orgânico podem se esgotar, e essa escassez de nutrientes pode limitar a capacidade da floresta de continuar absorvendo carbono adicional.
As descobertas revelaram uma compensação crítica: embora as florestas tropicais possam inicialmente amortecer melhor as mudanças climáticas, sua capacidade de armazenar carbono em longo prazo pode ser limitada pela disponibilidade de nutrientes – o que mostra uma possível vulnerabilidade desses ecossistemas frente às mudanças climáticas.
Os resultados foram publicados na revista científica Nature Communications.
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Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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