
Cícero Oliveira, Agecom/UFRN
Pesquisadoras demonstram aplicação de tecnologia cerâmica em laboratório da UFRN
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Wilson Galvão, AGIR/UFRN
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Resumo
O INPI concedeu recentemente carta patente de invenção a pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sobre um nanocompósito para curativos de uso tópico que consegue liberar fármacos controladamente.
A tecnologia seria particularmente bem-vinda para aplicação em feridas de difícil cicatrização, como no caso de feridas em pacientes diabéticos.
Viabilizando a liberação do medicamento por um período prolongado, a tecnologia evita trocas frequentes de curativos, o que reduz incômodos e danos à pele.
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebeu recentemente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a carta patente de uma fita cerâmica com um nanocompósito, com aparência similar a um curativo, capaz de realizar liberação controlada de fármacos.
O ‘curativo tecnológico’ pode auxiliar na cicatrização e pode ser moldado em diferentes formatos e tamanhos, conforme a necessidade.
A Dra. Sibele Pergher , professora do Instituto de Químicada UFRN, destacou que o material utilizado no estudo é uma argila chamada paligorskita, também conhecida como atapulgita.
O objetivo é que a fita proporcione o tratamento da ferida, liberando o medicamento por um período prolongado, sem a necessidade de aplicações frequentes.
Trata-se de um material natural, abundante e de baixo custo, com propriedades fibrosas e porosas. Nestes poros, inserimos a neomicina, um fármaco que é liberado de forma lenta e controlada no local da ferida. Além da argila e do medicamento, há também um agente ligante e um biopolímero, que conferem maleabilidade e facilitam o uso
Um efeito colateral positivo é que, dessa maneira, o material agride menos a pele, ao reduzir a necessidade de trocas recorrentes de curativos. A fita cerâmica com o antibiótico tende a absorver a umidade, sendo especialmente útil em feridas de difícil cicatrização, como feridas em pacientes diabéticos.
O Dr. Wilson Acchar, professor da UFRN, salientou que os testes da tecnologia foram feitos com o fármaco neomicina, mas a fita pode ser aplicada a outros fármacos.
“A tecnologia por trás da fabricação dessa invenção, desenvolvida durante o doutorado de Iane [Dra. Iane Maiara Soares de Souza] e Anna Karla [Dra. Anna Karla de Carvalho Freitas], otimizou o processo para criar uma fita que pode ser cortada no tamanho desejado e aplicada em um esparadrapo, funcionando de maneira semelhante a um curativo comercial desses encontrados em farmácias. A espessura da fita pode variar dependendo da aplicação desejada, assim como a proporção dos ingredientes utilizados”, explicou o professor da UFRN.
Os testes mostraram que o nanocompósito LPM13 apresentou controle na liberação do fármaco neomicina, sendo de interesse para uso tópico, como curativos com atividade antimicrobiana.
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