Com publicação científica

Medicamento para depressão por via oral
Estudos clínicos avaliam nova via de administração para medicamento antidepressivo
Nova formulação de medicamento aproveita vias de absorção de gorduras para viabilizar administração oral

Maya Lab via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

29 de março de 2026, 13:24

Fonte

Áreas

Bioquímica, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Engenharia Biológica, Entrega de Medicamentos, Epidemiologia, Estudo Clínico, Farmacologia, Gastroenterologia, Indústria Farmacêutica, Metabolismo, Nanotecnologia Farmacêutica, Neurociências, Neurologia, Psiquiatria, Toxicologia

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Medicamento para depressão por via oral

O neuroesteroide endógeno alopregnanolona (GlyphAllo™) é um medicamento bem estabelecido, conhecido por seus efeitos antidepressivos, ansiolíticos e indutores do sono clinicamente comprovados – mas que, até então, precisava ser administrado por via intravenosa.

A administração oral de alopregnanolona tem sido limitada por um processo chamado ‘metabolismo de primeira passagem’, no qual o fígado degrada o medicamento à medida que ele é transportado pela corrente sanguínea do intestino para a circulação geral. Ou seja, o fígado evita que o medicamento chegue ao cérebro.

Porém, do ponto de vista de facilidade de administração e conforto do paciente, a via oral é bem mais desejada do que a via intravenosa.

Avanço: tecnologia que evita metabolização no fígado viabiliza via oral e facilita administração do medicamento

Pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, e da farmacêutica Seaport Therapeutics, desenvolveram e testaram uma nova formulação do neuroesteroide endógeno alopregnanolona (GlyphAllo™) que permite a administração por via oral, em vez da administração intravenosa.

A nova formulação incorpora uma ligação química do fármaco com uma gordura alimentar. A solução evita que a formulação seja descartada pelo fígado, e seja transportada pelo sistema linfático intestinal diretamente para a circulação sistêmica, em níveis suficientemente altos para serem potencialmente eficazes.

Outro avanço da nova formulação é uma tecnologia que viabiliza a união estável do medicamento com a gordura desde a ingestão até o transporte nos fluidos intestinais, liberando o medicamento quando o conjunto entra na corrente sanguínea.

O Dr. Christopher Porter, Diretor do Instituto Monash de Ciências Farmacêuticas (MIPS) da Universidade Monash e líder da equipe que desenvolveu inicialmente a plataforma Glyph™, agora licenciada exclusivamente para a Seaport Therapeutics, afirmou que as descobertas representam um grande avanço para a administração oral de medicamentos.

A pesquisa foi publicada na revista científica Science Translational Medicine.

Estudos clínicos de fases 1 e 2

Autores/Pesquisadores Citados

Diretor do Instituto Monash de Ciências Farmacêuticas (MIPS) da Universidade Monash
Cofundador e diretor científico da Seaport Therapeutics

Instituições Citadas

Publicação

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