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Ilustração 3D de bactéria Escherichia coli
Por Redação SciAdvances
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A ciência sabe que as bactérias, incluindo aquelas que podem causar doenças graves, podem evoluir com muita rapidez, principalmente pela capacidade de compartilhar material genético entre si, o que permite uma rápida adaptação a situações adversas.
Um dos mecanismos bacterianos para esse compartilhamento de material genético é viabilizado através de pequenos fragmentos de DNA liberados pelas bactérias – os plasmídeos. Exatamente por serem fragmentos de DNA, os plasmídeos em geral podem carregar genes de resistência antimicrobiana.
Agora, pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, e da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, descobriram duas estratégias diferentes que plasmídeos bacterianos usam para compartilhar sua resistência aos antibióticos com outras bactérias.
O estudo, publicado na revista científica Nucleic Acids Research, usou análise computacional com o objetivo de identificar e prever riscos de infecções resistentes a antibióticos.
Depois de analisar mais de 10.000 sequências de plasmídeos, os pesquisadores identificaram o que chamaram de plasmídeos ‘furtivos’ e plasmídeos ‘manipuladores’.
Segundo Ryuichi Ono, doutorando na Universidade da Califórnia em Berkeley e primeiro autor do estudo, enquanto inicialmente os plasmídeos que usam a estratégia de furtividade protegem seus genes – incluindo genes de resistência a antibióticos – mantendo-os inativos, os plasmídeos que usam a estratégia de manipulação espalham esses genes rapidamente, interferindo ativamente nos sistemas do hospedeiro.
Os cientistas analisaram bactérias Gram-negativas da ordem Enterobacterales, que inclui a Escherichia coli, e descobriram que um plasmídeo raramente usa as duas estratégias ao mesmo tempo.
Eles também descobriram que um plasmídeo que usa qualquer uma das duas estratégias em geral possui mais genes de resistência a antibióticos do que plasmídeos que não usam nenhuma das duas estratégias.
Os pesquisadores então identificaram um padrão consistente de disseminação bacteriana quando analisaram 48 genes principais de resistência a antibióticos, o que pode “ajudar a prever surtos futuros”.
Ao compreender melhor a evolução dos plasmídeos e a conexão entre eles e seus alvos, os cientistas esperam poder melhorar o rastreamento e previsão de novas infecções resistentes a antibióticos.
Mas os cientistas destacaram que outros estudos, incluindo outras linhagens bacterianas e com validação experimental e não apenas projeção computacional, são necessários para levar a novos avanços na compreensão da resistência bacteriana.
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Outros avanços

Universidade da Pensilvânia


