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Fahroni via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
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As estatinas – como a atorvastatina, fluvastatina, pravastatina, rosuvastatina e sinvastatina – são medicamentos altamente eficazes que reduzem os níveis de colesterol LDL (o chamado colesterol ‘ruim’) e têm demonstrado reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
No entanto, ainda existem preocupações quanto aos possíveis efeitos colaterais das estatinas, descritos nas bulas dos medicamentos, que geralmente incluem dores musculares (mialgia), fraqueza, sensibilidade ou rigidez muscular, toxicidade no fígado, problemas de memória, confusão, depressão, distúrbios do sono e disfunção erétil e sexual, entre outros.
Recentemente, o grupo de pesquisa internacional Cholesterol Treatment Trialists Collaboration, composto por mais de 150 médicos e cientistas, incluindo especialistas nas áreas de cardiologia, epidemiologia, lipidologia e estudos clínicos, publicou um novo estudo de revisão com foco nos efeitos colaterais das estatinas.
Um estudo anterior do grupo já tinha detectado que a maioria dos sintomas musculares não é causado pelas estatinas e que realmente as estatinas podem causar um pequeno aumento da glicemia, de modo que pessoas já com alto risco podem desenvolver diabetes mais cedo.
Agora, os pesquisadores reuniram dados de 23 estudos randomizados e duplo-cegos de grande escala. Foram mais de 123 mil participantes em 19 estudos clínicos de grande escala que compararam os efeitos das terapias com estatinas contra um placebo e mais de 30 mil participantes em outros 4 estudos clínicos que compararam terapias com estatinas mais intensivas e estatinas menos intensivas.
Todos os ensaios incluídos nas análises foram de grande escala – envolvendo pelo menos 1.000 participantes – e acompanharam os resultados dos pacientes por uma mediana de quase cinco anos.
O estudo foi publicado na revista científica The Lancet.
Os pesquisadores encontraram números semelhantes de relatos de efeitos colaterais tanto para aqueles que tomavam estatinas quanto para aqueles que tomavam placebo, para quase todas as condições listadas nas bulas como possíveis efeitos colaterais.
Os pesquisadores não identificaram excesso de risco estatisticamente significativo associado à terapia com estatinas para quase todas as condições listadas nas bulas como possíveis efeitos colaterais.
O uso de estatinas não causou nenhum aumento significativo de perda de memória ou demência, depressão, distúrbios do sono, disfunção erétil, ganho de peso, náuseas, fadiga ou dor de cabeça, e várias outras condições.
A Dra. Christina Reith, professora do Departamento de Saúde Populacional da Universidade de Oxford e autora principal do estudo, afirmou que os resultados das análises oferecem a segurança de que, para a maioria das pessoas, o risco de efeitos colaterais é amplamente superado pelos benefícios das estatinas.
O Dr. Bryan Williams, diretor científico e médico da British Heart Foundation, destacou que o estudo oferece segurança baseada em evidências para os pacientes e que apenas 4 efeitos colaterais, de um total de 66, apresentaram alguma associação com o uso de estatinas, e mesmo assim, apenas em uma pequena proporção dos pacientes.
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Autores/Pesquisadores Citados
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Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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Acesse a página do grupo de pesquisa Cholesterol Treatment Trialists Collaboration (me inglês).



