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Por Redação SciAdvances
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A síndrome metabólica é uma desordem caracterizada por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares e metabólicos – obesidade, hiperglicemia, hipertensão, hiperlipidemia e resistência à insulina – que aumentam drasticamente as chances de desenvolver diabetes tipo 2, infarto e AVC.
Um número crescente de pesquisas tem indicado que a inflamação crônica, acompanhada pelo estresse oxidativo, desempenha um papel fundamental na patogênese da síndrome metabólica.
Por outro lado, o uso de ervas aromáticas como estratégia nutricional para a prevenção da inflamação crônica também é apoiado por um crescente corpo de evidências científicas.
Em um estudo de revisão narrativa, pesquisadores da Universidade de Ciências da Vida em Lublin, da Universidade de Ciências Aplicadas em Chelm e da Universidade Médica de Lublin, na Polônia, analisaram publicações da literatura científica sobre os efeitos do consumo de ervas aromáticas – como coentro, sálvia, hortelã, manjericão, alecrim, orégano e tomilho – sobre a inflamação associada à síndrome metabólica em mulheres.
Os pesquisadores analisaram 124 publicações científicas, incluindo 72 estudos originais (48 envolvendo humanos) e 52 artigos de revisão e meta-análises, e destacaram, apesar da limitação dos dados, os efeitos positivos das ervas aromáticas sobre a inflamação em seu público alvo, ou seja, em mulheres com síndrome metabólica.
O estudo foi publicado na revista científica Nutrients.
Primeiramente, os pesquisadores destacaram o papel limitado das ervas aromáticas, apenas restrito ao suporte dietético e prevenção, e não em substituição da terapia médica padrão.
Dentro deste papel, as ervas aromáticas podem exercer um efeito benéfico quando consumidas diariamente em quantidades limitadas (de 1 a 3 g) e podem representar uma abordagem simples e segura para aumentar a ingestão de compostos bioativos anti-inflamatórios.
De qualquer modo, o estudo destacou que os potenciais efeitos positivos contra a inflamação crônica não vêm da quantidade de substâncias bioativas consumidas por vez, e sim de seu consumo regular em longo prazo.
Finalmente, os pesquisadores ressaltaram que pesquisas futuras devem se concentrar na determinação precisa das doses e combinações ideais de ervas aromáticas para maximizar os benefícios, evitando potenciais efeitos adversos resultantes da ingestão excessiva de certos compostos ou da seleção inadequada de ervas aromáticas.
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