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Reprodução, ETH Zurique (com adaptação)
Orelha acelular (à esquerda), orelha com 9 semanas (in vitro) e, à direita, orelha com 9 semanas (in vitro) e 6 semanas (in vivo)
Por Redação SciAdvances
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Para pessoas que perderam total ou parcialmente a orelha, uma abordagem de referência ainda continua sendo o uso de cartilagem costal da própria pessoa para reconstrução da orelha. Mas o procedimento pode ser doloroso e pode causar cicatrizes e deformações na região torácica, além de não conseguir mimetizar a elasticidade da orelha natural.
Atualmente, pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique), do Instituto Friedrich Miescher de Pesquisa Biomédica na Basileia e do Hospital Cantonal de Lucerna, na Suíça, estão avançando no desenvolvimento de uma orelha artificial em laboratório, usando células de cartilagem de orelha humana.
Com propriedades mecânicas semelhantes às do tecido natural, a cartilagem tem praticamente a mesma estabilidade de uma orelha real, e manteve sua forma e elasticidade durante um teste de seis semanas em modelo animal.
Os últimos avanços no desenvolvimento da orelha em laboratório foram recentemente publicados na revista científica Advanced Function Materials.
O Dr. Philipp Fisch, pesquisador do Grupo de Engenharia de Tecidos e Biofabricação do ETH Zurique é o primeiro autor do estudo. A Dra. Marcy Zenobi-Wong, professora do Departamento de Ciências da Saúde e Tecnologia do ETH Zurique e líder do grupo de pesquisa, é a autora sênior do estudo.
Apesar dos bons resultados até aqui, ainda há muito trabalho pela frente: os cientistas ainda enfrentam desafios sobre a elastina, a proteína que viabiliza a maleabilidade da orelha. Eles pretendem produzi-la, organizá-la em rede e garantir sua estabilidade não só por seis semanas, mas também em longo prazo.
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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