Com publicação científica

Dr. Ajit Ahlawat, TU Delft
Drone usado nas medições
Por Redação SciAdvances
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O material particulado fino, com dimensões inferiores a 2,5 micrômetros (PM2,5), é um dos principais contribuintes para a poluição do ar e a formação de névoa em grandes cidades, resultante de emissões de veículos, indústria e queima de biomassa ou resíduos, entre outras fontes.
Névoa com altas concentrações de particulados costuma ser comum em megacidades e pode causar graves problemas de saúde. Até o momento, a maioria das medições da qualidade do ar se concentra no monitoramento terrestre, o que impossibilita o monitoramento da poluição em diferentes altitudes.
Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade Técnica de Delft (TU Delft), nos Países Baixos; do Instituto Leibniz de Pesquisa Troposférica (TROPOS) e da Universidade Leipzig, na Alemanha, e do Instituto de Tecnologia da Índia em Déli (IIT Déli) avançou em testes de monitoramento da qualidade do ar em baixa altitude, principalmente com foco material particulado (PM2,5), usando um drone.
A equipe realizou múltiplos voos no sul de Déli, na Índia, em colaboração com o Instituto Indiano de Tecnologia, em meio a um ambiente urbano densamente povoado. O drone mediu as concentrações em massa de PM2,5 em níveis verticais, que foram então validadas usando simulação computacional.
O Dr. Ajit Ahlawat, professor da TU Delft e primeiro autor do estudo, destacou que um dos desafios vencidos foi o projeto da tomada de amostras acima dos rotores do drone, devido à influência da turbulência nessa região.
Os resultados, publicadas na revista científica npj Clean Air, demonstraram a viabilidade de medir a poluição do ar a até 100 metros de altitude usando uma plataforma de drone acessível e personalizada.
O drone foi equipado com sensores de baixo custo e revelou concentrações inesperadamente altas de material particulado a cerca de 100 metros acima do nível do solo em Déli.
Os resultados sugerem que as simulações de modelos atuais subestimam significativamente as concentrações em massa de PM2,5 durante episódios de névoa matinal.
Esses novos dados podem desempenhar um papel importante na compreensão e mitigação da névoa urbana, na medida em que fornecem mais informações sobre a formação da poluição do ar, que podem auxiliar em intervenções de qualidade do ar e saúde pública.
O Dr. Ajit Ahlawat destacou que os métodos usados são de acesso aberto e que a tecnologia pode realmente ajudar a melhorar a identificação da poluição em níveis verticais em grandes cidades.
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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