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Fonte
Ghenis Carlos, Sueli de Freitas e Leandro Reis, UFES
Publicação Original
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Resumo
Para pacientes com doenças respiratórias crônicas, é importante a avaliação de seu padrão respiratório.
Recentemente, pesquisadores desenvolveram um dispositivo na forma de cinto com sensores que fica no tórax e pode detectar a frequência respiratória com a ajuda de um smartphone.
Os dados podem ser transmitidos de forma remota e o profissional de saúde pode acompanhar e evolução do paciente.
Pesquisadores do LabSensores – um laboratório que integra o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – desenvolveram um novo dispositivo para monitoramento respiratório de pacientes com doenças respiratórias crônicas.
O dispositivo usa sensores de fibras ópticas conectados a um smartphone para processar os dados que chegam do paciente e realizar o acompanhamento, com o diferencial de possuir boa imunidade a interferências eletromagnéticas.
Lívia Gonçalves Gomes, autora da pesquisa e mestre em Engenharia Elétrica pela UFES com a orientação do professor Dr. Arnaldo Leal Júnior, destacou o diferencial de mobilidade do usuário, caso o paciente esteja usando o dispositivo em um ambiente com sinal de WiFi ou 4G.
Protótipo
Desenvolvido a partir de um cinto elástico onde são colocados os sensores, fibra óptica polimérica e um smartphone, o dispositivo pode ser colocado na altura do tórax do paciente.
As duas extremidades da fibra óptica são integradas ao smartphone: uma extremidade é fixada na lanterna do telefone, de onde será emitido o sinal óptico, e outra extremidade é acoplada na câmera do telefone, onde o sinal será captado.
O celular funciona tanto como emissor de sinal de luz, através da lanterna do telefone, e como receptor desse sinal por meio da câmera do aparelho. Ativando o dispositivo de monitoramento, a lanterna irá emitir luz, que será propagada através da fibra. A câmera do telefone vai captar esse sinal em forma de imagem constantemente. Ao respirar, o sinal captado irá variar sua intensidade de luz, e através de métodos de processamento de imagem, desenvolvidos no próprio celular, a variação de imagem captada se transforma em um dado, tornando possível obter a frequência respiratória de forma contínua
Monitoramento remoto
O dispositivo também conta com conectividade em nuvem. Os dados processados são enviados a um servidor e os profissionais de saúde podem então acompanhar os dados da frequência respiratória de forma remota.
“ É possível fazer gráficos através desses dados e criar um histórico do paciente, ou fazer uma predição de como está a saúde do paciente a longo prazo através de um histórico criado”, destacou Lívia Gomes.
A pesquisa envolveu alunos dos cursos de Fisioterapia, Ciência da Computação, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica. O estudo teve apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES).
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