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Bactéria Streptococcus pyogenes
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Universidade de Queensland Austrália
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Resumo
Usando o mesmo conceito da vacina de mRNA contra o vírus SARS-CoV-2 desenvolvida durante a pandemia da COVID-19, pesquisadores estão desenvolvendo uma nova vacina de mRNA, mas agora contra estreptococos do Grupo A, uma bactéria que pode causar infecções graves.
O desenvolvimento, realizado em parceria com a indústria farmacêutica Moderna – que já desenvolveu a vacina de mRNA contra a COVID – já foi testado em modelo murinos e mostrou resultados bem promissores, agindo com eficácia e levando a fortes respostas imunológicas.
Agora, os pesquisadores estão iniciando uma nova fase da pesquisa. A disponibilidade comercial da vacina ainda deve demorar cerca de 3 anos.
Foco do Estudo
Estudo
Uma equipe de microbiologistas e imunologistas concluiu os primeiros passos para o desenvolvimento de uma vacina universal contra o estreptococos do Grupo A (Strep-A) – ou Streptococcus pyogenes, um patógeno bacteriano que pode causar infecções graves, incluindo infecções invasivas e doença cardíaca reumática.
A pesquisa, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália, em parceria com a indústria farmacêutica Moderna, demonstrou que o estreptococos do Grupo A pode ser combatido com sucesso usando a tecnologia de vacinas de mRNA.
O Dr. Mark Walker, professor do Instituto de Biociência Molecular da Universidade de Queensland Austrália, afirmou que a pesquisa de uma vacina de mRNA contra a infecção por estreptococos do Grupo A em modelos murinos demonstrou eficácia e fortes respostas imunológicas.
“Sabemos, pela pandemia de COVID-19, que a tecnologia de mRNA é segura e clinicamente comprovada para vírus, então nossa equipe queria ver se essa tecnologia poderia ser cruzada e usada contra patógenos bacterianos”, disse o professor Mark Walker.
As vacinas de mRNA funcionam dando instruções às próprias células do corpo para produzirem uma proteína à qual o sistema imunológico responde.
Os grupos vulneráveis incluem crianças, idosos e a comunidade indígena. Uma vacina preventiva teria um impacto significativo
Resultados
A Dra. Gabrielle Belz, também professora da Universidade de Queensland Austrália, disse que sua equipe identificou alguns componentes altamente conservados do Strep-A que foram codificados em mRNA.
“Conseguimos obter boas respostas de anticorpos com a ativação de várias células imunes importantes, algumas das quais circulam e destroem células infectadas pelo patógeno”, disse a professora Belz. “Isso realmente estabelece a base para que possamos avançar com confiança para a próxima etapa”, continuou.
O professor Mark Walker afirmou que uma vacina preventiva comercial contra o estreptococo A ajudaria a enfrentar um desafio significativo de saúde pública global: “Atualmente, o estreptococo A só é tratado com antibióticos após a infecção”.
A equipe está agora iniciando a próxima fase da pesquisa. “Nosso objetivo final é que nossa pesquisa contribua para um produto comercial que possa ser usado em humanos”, disse a professora Gabrielle Belz.
Os pesquisadores estimam que o produto comercial ainda deve demorar pelo menos 3 anos para estar disponível.
A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Communications.
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