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Por Redação SciAdvances
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A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um termo que designa condições crônicas autoimunes que causam inflamação do trato gastrointestinal, como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.
A DII – cujas causas são desconhecidas e para a qual não existe cura até o momento – tem sintomas como diarreia, dor abdominal, sangramento e fadiga, e o diagnóstico e tratamento, acompanhados por um médico gastroenterologista, têm foco no controle da inflamação para evitar complicações.
A DII aumenta o risco de outras doenças autoimunes e inflamatórias e eleva consideravelmente o risco de câncer colorretal, que tende a ocorrer em idades mais jovens e com piores prognósticos em pacientes com a doença.
Uma cadeia de reações imunológicas no intestino – impulsionada por uma proteína de sinalização e um aumento de neutrófilos da medula óssea – pode ajudar a explicar por que pessoas com DII têm um risco maior de câncer colorretal.
Isso foi o que mostrou um estudo pré-clínico liderado pela Dra. Silvia Pires e pelo professor Dr. Randy Longman, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Cornell, nos EUA.
A pesquisa começou com foco na TL1A, uma proteína de sinalização imunológica inflamatória que reconhecidamente está associada à DII e ao câncer colorretal.
O estudo, publicado na revista científica Immunity, demonstrou que, em um modelo animal, a proteína TL1A influencia células imunológicas no intestino chamadas ILC3s. Quando essas células são ativadas pela proteína TL1A, elas promovem um aumento de neutrófilos da medula óssea e os reprogramam de maneira a promover efetivamente a formação de tumores.
As descobertas apontam para novas possibilidades de diagnóstico, monitoramento e tratamento.
Os neutrófilos podem promover tumores colorretais secretando moléculas altamente reativas que podem danificar o DNA nas células que revestem o intestino.
Mas os pesquisadores também descobriram que as células imunológicas ILC3 intestinais também aumentam a expressão de genes conhecidos por promover a iniciação e o crescimento tumoral.
Os pesquisadores observaram um padrão de atividade semelhante em amostras de tecido intestinal de pacientes com DII, e essa condição promotora de tumores foi menos evidente em pacientes que receberam um tratamento experimental que bloqueia a proteína TL1A.
Os resultados sugerem que não apenas a proteína TL1A, mas também as células imunológicas ILC3 e os neutrófilos recrutados pelas células ILC3 podem ser alvos em futuras estratégias para tratar a DII e prevenir tumores colorretais associados.
Segundo os autores, a descoberta pode impulsionar a medicina de precisão no tratamento da DII e na prevenção do câncer colorretal.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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