Com publicação científica

DII e câncer colorretal
Descoberta explica como doença inflamatória intestinal pode facilitar o câncer colorretal
Proteína, células imunológicas do intestino e neutrófilos são atores importantes na iniciação do câncer colorretal a partir da DII

Amnaj Khetsamtip via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

28 de janeiro de 2026, 17:24

Fonte

Áreas

Biologia, Epidemiologia, Gastroenterologia, Genética, Imunologia, Medicina, Medicina de Precisão, Microbiologia, Oncologia, Patologia

Compartilhar

DII e câncer colorretal

A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um termo que designa condições crônicas autoimunes que causam inflamação do trato gastrointestinal, como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.

A DII – cujas causas são desconhecidas e para a qual não existe cura até o momento – tem sintomas como diarreia, dor abdominal, sangramento e fadiga, e o diagnóstico e tratamento, acompanhados por um médico gastroenterologista, têm foco no controle da inflamação para evitar complicações.

A DII aumenta o risco de outras doenças autoimunes e inflamatórias e eleva consideravelmente o risco de câncer colorretal, que tende a ocorrer em idades mais jovens e com piores prognósticos em pacientes com a doença.

Avanço: reações imunológicas ligam a DII ao câncer colorretal

Uma cadeia de reações imunológicas no intestino – impulsionada por uma proteína de sinalização e um aumento de neutrófilos da medula óssea – pode ajudar a explicar por que pessoas com DII têm um risco maior de câncer colorretal.

Isso foi o que mostrou um estudo pré-clínico liderado pela Dra. Silvia Pires e pelo professor Dr. Randy Longman, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Cornell, nos EUA.

A pesquisa começou com foco na TL1A, uma proteína de sinalização imunológica inflamatória que reconhecidamente está associada à DII e ao câncer colorretal.

O estudo, publicado na revista científica Immunity, demonstrou que, em um modelo animal, a proteína TL1A influencia células imunológicas no intestino chamadas ILC3s. Quando essas células são ativadas pela proteína TL1A, elas promovem um aumento de neutrófilos da medula óssea e os reprogramam de maneira a promover efetivamente a formação de tumores.

As descobertas apontam para novas possibilidades de diagnóstico, monitoramento e tratamento.

Proteína, neutrófilos e células imunológicas

Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade Cornell
Professor da Escola de Medicina da Universidade Cornell

Publicação

Outros avanços

Rolar para cima