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Nadia Halim, Escola de Medicina da Universidade Cornell
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Resumo
Nos EUA, pesquisadores descobriram que baixos níveis de folato podem desencadear alterações genéticas específicas encontradas em diversos tipos de câncer humano, incluindo tumores de pulmão.
A pesquisa, ainda em fase inicial, poderá ajudar pessoas com risco de desequilíbrio de folato devido à dieta, genética, medicamentos ou deficiências nutricionais locais que surgem dentro dos tumores.
O trabalho tem o potencial de esclarecer como o metabolismo pode ter papel ativo no desenvolvimento do câncer.
Há décadas, os cientistas sabem que o tabagismo é o maior fator de risco para o câncer de pulmão. No entanto, um mistério permanece: por que algumas pessoas que nunca fumaram desenvolvem a doença, enquanto alguns fumantes de longa data nunca a desenvolvem?
Recentemente, pesquisadores liderados pelo Dr. John Blenis, professor de Pesquisa do Câncer em Farmacologia na Escola de Medicina da Universidade Cornell, nos EUA, descobriram que baixos níveis de folato, a vitamina B9 essencial para o crescimento celular, podem desencadear alterações genéticas específicas encontradas em diversos tipos de câncer humano, incluindo tumores de pulmão.
“Os pesquisadores conhecem essas alterações genéticas há muitos anos, mas ninguém sabia o que as causava”, disse o Dr. Guillermo Burgos Barragan, pesquisador de pós-doutorado na Escola de Medicina de Cornell e um dos líderes do projeto. “Nossos dados sugerem que a deficiência de folato é um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento e a progressão do câncer de pulmão”.
No estudo, os pesquisadores descobriram que camundongos alimentados com uma dieta deficiente em folato desenvolveram tumores de pulmão mais agressivos e de disseminação mais rápida, além de apresentarem taxas de sobrevivência menores do que aqueles com uma dieta normal. Isso fornece evidências de que o folato da dieta é um potente modulador da progressão do câncer de pulmão, afetando tanto a metástase quanto a sobrevida.
Isso é mais do que apenas uma correlação. Definimos um novo mecanismo que descreve como as alterações genéticas ocorrem em nível molecular. Compreender essa biologia subjacente pode levar à identificação de novos medicamentos e biomarcadores para certos tipos de câncer
De forma mais ampla, os cientistas estabeleceram uma ligação entre nutrição e alterações genéticas específicas no câncer, abrindo a possibilidade de novas abordagens dietéticas para prevenção e tratamento.
No futuro, isso poderá ajudar pessoas com risco de desequilíbrio de folato devido à dieta, genética, medicamentos ou deficiências nutricionais locais que surgem dentro dos tumores. Essa pesquisa, no entanto, ainda está em estágios iniciais e precisará de mais testes antes que as pessoas possam se beneficiar.
O trabalho tem o potencial de mudar a forma como os cientistas entendem não apenas o câncer de pulmão, mas também outros tipos de câncer que podem estar ligados ao metabolismo.
“Isso é apenas o começo. Estamos investigando como o folato e outros nutrientes podem causar ou prevenir alterações genéticas em diferentes tipos de câncer. Em última análise, esperamos encontrar maneiras de prevenir o início do câncer ou interromper sua progressão”, concluiu o Dr. Dr. Guillermo Burgos Barragan.
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Acesse a notícia original completa na página da Universidade Cornell (em inglês).
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