Com publicação científica

Psilocina e tratamento da depressão
Composto derivado da psilocina pode reduzir efeitos alucinógenos no tratamento da depressão
Reduzir os efeitos alucinógenos do principal composto ativo dos ‘cogumelos mágicos’ pode ajudar a disseminar o tratamento

New Africa via Shuttesrtock

Cogumelos mágicos

Por Redação SciAdvances

24 de março de 2026, 15:35

Fonte

Áreas

Biologia, Bioquímica, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Engenharia Biológica, Entrega de Medicamentos, Farmacologia, Metabolismo, Micologia, Neurociências, Neurologia, Psiquiatria, Toxicologia

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Psilocina e tratamento da depressão

Nos últimos anos, as pesquisas sobre o tratamento de distúrbios neuropsiquiátricos com psilocibina, que é o composto alucinógeno encontrado em fungos conhecidos como ‘cogumelos mágicos’, tem avançado consideravelmente: estudos clínicos têm indicando boa eficácia inclusive em casos de depressão resistente aos tratamentos convencionais.

Ao ser ingerida, a psilocibina passa por processos de desfosforilação no fígado e no intestino e se transforma em psilocina, que é o composto ativo que produz efeitos psicodélicos.

No entanto, as alterações na percepção causadas pela psilocina, apesar de serem muitas vezes consideradas normais ou até benéficas pelos pesquisadores, ainda limitam seu uso generalizado.

Algumas linhas de pesquisa têm buscado alternativas em que os efeitos alucinógenos sejam cada vez menores, como esforço para melhorar a disseminação desse tipo de tratamento.

Avanço: liberação lenta e controlada, menos efeitos alucinógenos

Cientistas da Universidade de Pádua, na Itália, lideraram uma pesquisa que desenvolveu novas versões com efeitos alucinógenos reduzidos da psilocina como potenciais alternativas para o tratamento de distúrbios como a depressão e a ansiedade.

Procurando reduzir as alterações na percepção causadas pela psilocina, os pesquisadores projetaram derivados do composto ativo capazes de serem liberados no cérebro de maneira mais lenta e controlada.

Os pesquisadores sintetizaram cinco novos derivados de psilocina e avaliaram sua estabilidade, absorção e atividade biológica. Um destes compostos conseguiu liberar psilocina gradualmente, mantendo forte atividade nos receptores de serotonina.

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Medicinal Chemistry.

Resultados de testes pré-clínicos foram animadores

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade de Pádua

Instituições Citadas

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