Com publicação científica

Solidão e saúde do idoso
Atividades em grupo junto à natureza melhoram o bem-estar de idosos solitários
Atividades podem reduzir a solidão, melhorar o sono e a cognição e aumentar a sensação de conexão com a natureza em idosos que vivem em casas de repouso

Halfpoint via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

11 de maio de 2026, 19:43

Fonte

Áreas

Ciências Sociais, Cuidados Paliativos, Enfermagem, Envelhecimento, Geriatria, Gerontologia, Neurociências, Psicologia, Psiquiatria, Saúde Mental, Saúde do Idoso, Sono, Terapia Ocupacional

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Solidão e saúde do idoso

A solidão na terceira idade é um dos maiores desafios de saúde pública deste século. A solidão crônica pode ser um fator de risco para doenças cardiovasculares, fragilidade física, declínio da mobilidade e também para problemas de saúde mental e cognitiva, como depressão, demência e distúrbios do sono.

Mas algumas tentativas exitosas têm sido desenvolvidas para ajudar a recuperar a saúde e o bem-estar de pessoas da terceira idade, principalmente envolvendo a questão do convívio social e a aproximação da natureza.

Na Finlândia, o programa ‘Círculo de Amigos’, da Associação Finlandesa para o Bem-Estar de Idosos já atraiu mais de 13.000 adultos para atividades em grupo em mais de 100 municípios. Após o término das atividades oficiais, 65% dos grupos continuaram as atividades de forma independente.

Avanço: atividades realizadas na natureza com grupos de idosos melhoram a saúde e aumentam o bem-estar

Recentemente, um estudo clínico randomizado e controlado, financiado pela União Europeia e conduzido pela Universidade de Helsinque e pelo Hospital Universitário de Helsinque (HUS), na Finlândia, investigou a solidão vivenciada por idosos residentes em casas de repouso e em residências assistenciais com serviço 24 horas, bem como a eficácia de atividades em grupo em contato com a natureza.

O estudo introduziu o modelo bem-sucedido do programa ‘Círculo de Amigos’, considerando experiências próximas da natureza, em seis países, envolvendo 319 idosos residentes em casas de repouso, com idade média de 83 anos. Pouco mais da metade dos participantes apresentava distúrbios de memória.

Os participantes foram aleatoriamente divididos em dois grupos: um grupo com162 participantes que recebeu intervenções baseadas na natureza, uma vez por semana, durante 9 semanas, e um segundo grupo com 157 participantes que recebeu os cuidados habituais.

No grupo com intervenção na natureza, o estudo incluiu excursões ao ar livre com foco na promoção do bem-estar e da saúde por meio do apoio entre pares e de atividades específicas.

Os pesquisadores treinaram 52 instrutores de grupo em lares de idosos de Helsinque, que posteriormente disseminaram as práticas oferecidas aos idosos em contato com a natureza.

Os resultados foram surpreendentes

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Autores/Pesquisadores Citados

Diretora e professora do Departamento de Clínica Geral e Atenção Primária à Saúde da Universidade de Helsinque

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