Com publicação científica

OksanaFedorchuk via Shutterstock
Adesivo para feridas (imagem apenas ilustrativa)
Por Redação SciAdvances
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Do ponto de vista da entrega controlada de fármacos, o uso de adesivos (ou patches) para entrega transdérmica tem sido um recurso testado em várias pesquisas e já está presente há anos em produtos disponíveis no mercado.
Mas, para além dos adesivos que pretendem entregar medicamentos para outras partes do corpo, existem também os adesivos para uso local, por exemplo em situações de feridas.
No caso de feridas na pele, o recurso de entregar medicamentos localmente e de forma contínua e controlada sobre a própria ferida pode facilitar o processo de regeneração e tornar a cicatrização da ferida mais rápida, o que pode evitar infecções e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Um estudo liderado por cientistas do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST) desenvolveu um adesivo OLED autorregulável para cicatrização de feridas, que combina luz e medicamentos para acelerar a regeneração.
A tecnologia, considerada uma fototerapia de próxima geração, transforma sinais em gatilhos terapêuticos para tratamentos combinados avançados.
O novo desenvolvimento combina Diodos Orgânicos Emissores de Luz (OLED) e um Sistema de Liberação de Medicamentos de tal modo que a luz regula a liberação do medicamento de acordo com a condição do paciente.
A aplicação da luz através da tecnologia OLED faz com que espécies reativas de oxigênio sejam geradas, o que por sua vez estimula nanopartículas para que os medicamentos sejam administrados.
Quanto maior a intensidade da luz, mais espécies reativas de oxigênio são geradas e mais medicamento é administrado. Portanto, o adesivo terapêutico libera o medicamento automaticamente na quantidade adequada, de acordo com a intensidade da luz aplicada.
Além disso, o formato vestível da tecnologia se adapta às curvas da pele para reduzir a perda de energia luminosa e manter uma temperatura de aproximadamente 31 graus Celsius mesmo durante uso prolongado, permitindo sua utilização segura sem o risco de provocar queimaduras.
O estudo foi publicado na revista científica Materials Horizons.
Em testes com células da pele, a combinação de luz e administração de medicamentos demonstrou recuperação mais rápida do que o tratamento isolado.
A estabilidade, com desempenho superior a 400 horas, também foi comprovada, garantindo a possibilidade de aplicação em dispositivos médicos.
Em experimentos com camundongos, a taxa de recuperação da ferida foi de 67% após 14 dias de tratamento, registrando uma velocidade de cicatrização cerca de duas vezes maior que a do grupo controle (que teve uma recuperação de 35% no mesmo período).
A qualidade da cicatrização também apresentou melhora significativa: a espessura da pele e a formação de proteínas de barreira retornaram aos níveis normais.
Segundo o Dr. Kyung Cheol Choi , professor do KAIST e autor sênior do estudo, a equipe de pesquisa espera que a tecnologia viabilize em breve um tratamento inteligente que possa ser aplicado a diversas feridas e doenças e que reaja de forma autônoma de acordo com a condição do organismo do paciente.
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Autores/Pesquisadores Citados
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Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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