Com publicação científica

Resistência de células cancerígenas
Pesquisa avança no conhecimento de mecanismo por trás do câncer colorretal metastático
Compreensão das disfunções moleculares no câncer colorretal pode ajudar a desenvolver novos tratamentos

Silver Place via Shutterstock

Ilustração 3D com destaque para o intestino grosso e reto

Por Redação SciAdvances

13 de outubro de 2026, 13:46

Fonte

Áreas

Biologia, Bioquímica, Biotecnologia, Farmácia Oncológica, Gastroenterologia, Genética, Imunologia, Imunoterapia, Medicina, Oncologia, Patologia

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Resistência de células cancerígenas

Um dos maiores desafios da oncologia moderna é vencer a resistência que as células cancerígenas apresentam frente às ações de defesa do sistema imunológico. Essa resistência permite não só a sobrevivência do tecido tumoral, como também sua propagação para outros lugares, na forma de metástase.

Há várias décadas existe na oncologia uma teoria (modelo do reostato de esfingolipídeos) que defende que as células cancerígenas frequentemente se aproveitam dos níveis elevados de esfingosina-1-fosfato (S1P) para promover o seu crescimento, e também reduziriam sua morte controlando a ceramida, cujos altos níveis facilitariam a morte celular.

Compreender como esse mecanismo de favorecimento do crescimento e defesa contra a morte é usado pelas células é fundamental para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer.

Avanço: análise de amostras de tecido permitiu mapear mecanismo de defesa de células cancerígenas

Sob a liderança de cientistas da Universidade do Sul da Flórida e do Hospital Geral de Tampa, nos EUA, e da Universidade Hokkaido, no Japão, uma nova pesquisa avançou no conhecimento de um mecanismo importante por trás da resistência de células cancerígenas ao ataque do sistema imunológico no câncer colorretal metastático (mCRC).

Os cientistas mostraram que o mecanismo de desequilíbrio entre S1P e ceramida não opera no interior das células cancerígenas, mas sim no microambiente tumoral, onde a S1P cria uma barreira bioquímica localizada que impede o sistema imunológico de atacar o tumor.

Essa conclusão foi apoiada na análise de 574 amostras de tecido de câncer colorretal humano com tecnologia avançada de mapeamento. Com esse material, os pesquisadores mostraram que, à medida que o câncer colorretal se dissemina, é no tecido de suporte circundante às células cancerígenas que a SP1 aumenta enquanto a ceramida cai significativamente.

Isso cria um estado de inflamação contínua e prejudicial que bloqueia as células imunológicas assassinas, impedindo-as de se aproximar o suficiente para combater e destruir o tumor.

Em experimentos de laboratório, os cientistas bloquearam componentes-chave em forma agressiva do câncer

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